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dólar é uma fraude

O dólar é uma fraude?

Será que o dólar é uma fraude? Se analisarmos o dólar como examinamos uma criptomoeda, com seu histórico de uso, desenvolvedores e propósito, será que o dólar passaria na análise?

MMN, Madoff, Bitcconect são nomes conhecidos por serem enormes fraudes, ou seja, empresas que enganam seus clientes. Nós fizemos um podcast completo sobre esses scams e como você pode evitá-los:

Saiba como evitar pirâmides, scams e outros golpes

Como avaliar uma (cripto)moeda?

Com o surgiu do Bitcoin abriu-se as portas para o livre mercado de moedas, com isso muitas pessoas começaram a criar métricas para avaliar projetos e criptomoedas.

Inclusive temos um tutorial sobre como avaliar um bom ICO:

ICO: aprenda a escolher um bom projeto antes de investir

Será que o dólar passa por essas mesmas métricas que uma criptomoeda deveria passar?

Quem são os “desenvolvedores” do dólar?

O primeiro passo antes de comprar uma moeda é ver sua equipe de desenvolvimento, quem realmente manda no projeto. Bom, no caso do dólar há uma instituição que realmente é responsável e essa instituição é o Federal Reserve, FED para os mais próximos.

O Fed foi criado em 1913, depois de muitas polêmicas e truques dos banqueiros (isso fica para outro post), agora precisamos saber quem comanda o FED.

Ele tem uma estrutura público-privada, ou seja, seu conselho de decisão é composto por membros indicados pelo presidente/congresso e por 12 bancos privados. Os bancos privados estão divididos nos 12 distritos abaixo:

fed distritos

Quem comanda o Conselho do FED é um nome indicado pelo congresso e pelo presidente. Atualmente quem está no cargo é Jerome Powell , formado na  Princeton University ele teve uma longa carreira na área financeira, trabalhando em diversos bancos de investimentos.

Presidente do FED

Jerome Powell presidente do FED

Ele entrou no FED com o discurso de rever as regulamentações bancárias criadas para deter a crise de 2008, a mesma crise que ajudou no surgimento do Bitcoin.

Todos os conselheiros são independentes, o diretor indicado pelo Congresso tem um mandato de 4 anos, nos quais ele não pode ser demitido. Diferente do Banco Central do Brasil, no qual o presidente pode ser retirado do cargo de acordo com o humor do presidente do país.

Nova York fed presidente

John C. Williams presidente do FED NY – Fonte: abc.net.au

O segundo nome na lista de “desenvolvedores” dentro do FED é o economista do FED de Nova York (o mais rico do país), o economista John C. Williams. Ele é formado em economia pela universidade da Califórnia em Berkley,

Ok, os chefes da equipe de desenvolvimento têm boa formação educacional, são independentes do sistema político e seus “subordinados” (os presidentes dos 12 bancos são tratados como iguais) têm formações do mesmo calibre e experiência em grandes instituições.

Segurança do dólar

dólar segurança

Quando analisamos qualquer projeto de criptomoeda precisamos olhar para a sua segurança, nada adianta ter uma moeda incrível se ela pode ser facilmente falsificável, tem problemas de fungibilidade ou já apresentou falhas de segurança.

O dólar sempre foi uma moeda muito visada pelos falsificadores, dentre eles há inclusive governos, como o da Coreia do Norte que é uma das principais responsáveis pela impressão dos chamados super dólares, notas praticamente iguais as impressas pelos Estados Unidos.

Para tentar evitar a falsificação em massa, o governo imprime os dólares em fibras de linho, algodão e algumas notas com fibras sintéticas. Há inclusive uma fita de segurança que não é impressa e sim costurada, fitas de segurança que são descobertas ao serem colocadas contra a luz, frases minúsculas impressas e diversas outras features.

Mas do que adianta tantas medidas de segurança se os “superdollars” continuam em circulação e apenas experts conseguem distinguir entre um dólar do governo americano e um do governo norte-coreano.

Eu não confiaria em uma moeda que pode ser falsificada dessa forma, há inclusive relatos de que alguns membros do governo norte-americano imprimem dólares para financiar operações sem deixar rastros.

Como o dólar é criado?

dólar criado

Com o Bitcoin o processo é simples e transparente, as regras estão escritas em código.  Como será com o dólar?

Em vez de mineradores há  dois órgãos centrais, o Bureau of Engraving and Printing e o U.S. Mint), responsável por imprimir as notas e forjar as moedas respectivamente. Essas notas são enviadas para os 12 Bancos Centrais de acordo com a demanda.

Para cada nota emitida é necessário ter um colateral igual, em títulos do tesouro (dívida) ou certificados de posse de ouro. Hoje a maior parte do dinheiro é digital, nada além de bits são criados e depositados em contas liquidadoras, que trocam títulos por dólares e vice versa.

A “equipe de desenvolvimento” se reúne várias vezes por ano para decidir se eles vão aumentar ou diminuir a quantidade de dólares em circulação, colocando ou tirando títulos do tesouro de circulação.

Além do processo de criação pela emissão de dívidas, os bancos comerciais perceberam que não necessitavam ter 100% das notas nos bancos, pois na maior parte das vezes as pessoas deixam seu dinheiro parado.

O que então eles fizeram? Pegaram esse dinheiro parado e começaram a emprestar, deixando apenas uma pequena porcentagem no banco. Você acabou de ser apresentado ao sistema de reserva fracionária, o que permite aos bancos comerciais criarem dinheiro por meio de empréstimos. E eles fazem isso, até hoje! É assim que o dinheiro se multiplica na economia, dá uma olhada:

Agora que conhecemos as duas maneiras que o dólar é criado e entendemos que apenas um grupo de privilegiados pode escolher a política monetária do país, vamos ver um pouco da história do dólar?

Como o dólar virou reserva mundial?

Bretton Woods

Keynes em Bretton Woods

Sabemos como o dólar funciona hoje, mas como ele se tornou a moeda mais importante do mundo?

Próximo ao término da segunda guerra mundial  a Europa estava destruída, a crise de 1929 ainda pairava pela mente de muitas nações. A instabilidade financeira era a principal preocupação na cabeça dos governantes, uma segunda crise de 29 seria arrasadora.

Para resolver esses problemas, as nações entraram em um acordo multilateral, em agosto de 1944 no estado de New Hampshire -USA  na cidade de Bretton Woods, se deu a reunião que firmou o famoso Acordo de Bretton Woods .

Nele os Estados se comprometeram com algumas políticas monetárias, como a fixação do câmbio dos 44 países signatários, a criação do que viria a ser o Banco Mundial e o FMI foram feitas nesse acordo. A mais importante política foi a fixação do dólar ao ouro. Os Estados Unidos se comprometeram a entregar uma conversão de 38 dólares para cada 28 gramas de ouro.

Leia também:

O papel moeda representa um risco à economia?

Por que os países confiaram nos Estados Unidos?

Certo Neto, quais os motivos para os europeus e demais países do acordo confiarem tanto nos Estados Unidos?

Naquela época a economia norte-americana estava em seu ápice, ⅔ do petróleo do mundo era processado pelo tio Sam, que também correspondia por uma desproporcional fatia do PIB mundial.

Além disso, em 1934 Roosevelt decretou a Lei de Reserva de Ouro, que confiscava o ouro da  população e dava o poder de desvalorizar o papel moeda ao presidente. O dólar foi desvalorizado em 50%, a população se viu enganada mas todo o ouro já estava nos cofres do FED.

O único ouro que ainda sobrou só poderia ser utilizado em joias, experimentos científicos e usos industriais.

Com a Lei da Reserva de Ouro, os Estados Unidos detinham mais da metade do ouro no mundo.

São por esses motivos que as outras nações confiaram nos Estados Unidos.

Esqueça La Casa de Papel e Murdok, dólar o maior scam da história

dolar scam coin

Depois do primeiro golpe, com os nacionais norte-americanos, um outro ainda bem pior estava por vir.

Depois de assinado o acordo de Bretton Woods, o governo norte-americano se viu obrigado a seguir uma política monetária restrita.

Não era possível inflacionar a moeda para financiar golpes, grandes guerras e um complexo industrial gigantesco. O mundo vivia em um período de grande prosperidade, tudo isso acabaria em 15 de agosto de 1971.

Naquele ano, algumas potências européias começaram a trocar seus dólares por ouro, a reserva norte-americana decrescia rapidamente. A influência economia norte-americana estava diminuindo junto com seu ouro.

O então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, vendo a situação resolveu cancelar unilateralmente o acordo de Bretton Woods.

Após enganar os próprios cidadãos, o governo norte-americano enganou o mundo. A convertibilidade para o dólar foi reduzida de 38 para 45, isso no papel, entretanto ninguém mais poderia converter dólar para ouro.

Avaliação final – Dólar é ou não uma fraude?

O que podemos dizer sobre o dólar?

É uma moeda com péssimo histórico, ela foi responsável por dois dos maiores scams já presenciados na história da humanidade.

Apesar disso seu grupo de “desenvolvedores” apresenta uma qualificação incrível, o FED realmente contrata grandes profissionais.

Entretanto a centralização é um enorme problema. As decisões do FED, apesar de serem embasadas por dados econômicos, são grandes demais para serem decididas por um pequeno board. Não há transparência o suficiente, apesar dos relatórios emitidos pelo FOMC (Federal Open Market Committee).

O supply do dólar é tão instável quanto o multiplicador econômico criado pelo governo, ele apenas se mantém apenas por conta da dominância norte-americana no mundo e sua relação com grandes produtores de petróleo.

No gráfico abaixo vemos o agregado M1, que corresponde a toda moeda em poder do público, somada a todos os depósitos à vista nos bancos comerciais e nos FEDs de cada distrito. Nele podemos ver que o governo não para de imprimir moeda, com o ritmo se acelerando após a crise de 2008:

gráfico do fred m1 em circulação

Entretanto esse cenário de dominância parece estar mudando, vemos a China tomando passos para tornar o Yuan uma moeda mais influente internacionalmente, o Bitcoin e as criptomoedas crescendo e diversas alternativas surgindo a todo momento.

Sobre o criador de conteúdo

Apaixonado por tecnologia, inovação e criptomoedas. Escrevo matérias para o Cointimes desde sua criação.

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