Estamos vendo um crescente interesse por parte de empresas do setor de varejo no metaverso.

Já são inúmeras matérias publicadas no Cointimes noticiando casos relacionados de empresas de diversos segmentos no metaverso e, acreditamos que esta tendência deve se manter. Com uma atenção especial ao varejo.

reprodução de matérias no cointimes: Apple, Microsoft, Samsung.

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A demanda pelo metaverso está aumentando

A demanda pelo metaverso vem aumentando por parte do público em geral e é natural que as empresas busquem suprir essa demanda.

Pessoas estão pesquisando sobre o metaverso

Se observamos os números de pesquisas sobre a palavra “metaverso” no brasil, ou “metaverse” no mundo, vemos um claro aumento, que pode indicar este crescimento na demanda.

reprodução google trends metaverso, com gráfico em ascensão.

Em outubro de 2021, o interesse sobre “metaverso” atingiu uma alta histórica de 100 (dia), e o interesse diário parece estar se mantendo constante, mesmo durante alguns meses de forte queda em todo o mercado, que normalmente causa uma queda de interesse.

reprodução google trends: criptomoedas, gráfico em queda a partir de 24 de outubro.

Como podemos observar no gráfico de interesse relacionado à “criptomoeda”, que vem buscando mínimos nos últimos 12 meses.

Desempenho de preço do metaverso é positivo

Outro indicador forte de demanda é o constante crescimento de capitalização de mercado de projetos cripto relacionados com o Metaverso.

Se observamos, por exemplo, o desempenho de preço da Decentraland (MANA), um mundo paralelo em realidade virtual bem popular para os usuários e também para alguns representantes do varejo no metaverso, conseguimos identificar esta demanda.

Reprodução histórico de preço MANA
fonte: coingolive.com

O token MANA valorizou mais de 1.000% no período de um ano (o mesmo período em que vimos o aumento de interesse segundo o google).

E mesmo em um mercado de baixa, o token principal da Decentraland, continua com resultados bem positivos.

Oferta crescente do varejo no metaverso

É absolutamente vital para o sucesso de qualquer negócio estar perto de seus clientes, mas para os varejistas, essa afirmação é ainda mais significativa.

As pessoas colocam todos os tipos de barreiras às compras, então se torna uma espécie de corrida armamentista silenciosa entre clientes em potencial e varejistas modernos que estão tentando reduzir o atrito. E estar no metaverso parece ser uma excelente vantagem competitiva no varejo.

Compreender isso é vital para entender por que negócios como Walmart, Samsung, Apple e Microsoft estão investindo muito dinheiro no metaverso e trabalhando para desenvolver um tipo totalmente novo de comércio.

Ainda mais importante são as ações do Walmart e Samsung que vêm investindo em propriedades “imobiliárias” no metaverso, criando lojas virtuais completas, como é o caso da Samsung que adquiriu lotes de $LAND (NFT) na plataforma da decentraland, construindo uma loja completa.

Poderíamos chamar este tipo de varejo no metaverso de Metacommerce, por falta de um termo melhor, em paralelo com o e-commerce da Web2.

O Metacommerce ​​tem um enorme potencial de crescimento em um reino virtual que ainda está sendo descoberto. Então, é claro, os varejistas estão participando desta exploração digital e atravessando fronteiras na Web3.

A geração Z está crescendo, consumindo e vivendo o metaverso

As empresas de varejo no metaverso não estão construindo jogos e lojas virtuais que vendem produtos do mundo real no metaverso pensando em ganhar a atenção dos boomers ou mesmo dos millennials.

Eles estão lá porque uma nova geração está amadurecendo: A Geração Z. Os nascidos entre 1997 e 2012

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Se os millennials foram a primeira geração “nativa digital”, é possível que a Geração Z seja a primeira geração “nativa do metaverso“.

Eles passam seu tempo em plataformas como o Minecraft da Microsoft desde 2011 e, embora não seja universalmente considerado parte do metaverso, este jogo de sandbox e outros como ele, compartilham muitos elementos comuns com mundos do metaverso.

O varejo aprendeu que precisa ir onde seus clientes estão, em vez de esperar que eles batam na porta. Eles eventualmente – em alguns casos, tarde demais – chegaram ao comércio eletrônico (e-commerce) e ao marketing de mídia social.

Desta vez, o varejo está se movimentando mais rápido na esperança de evitar ficar atrás da concorrência quando se trata do próximo tipo de experiência de compra.

O metacommerce está chegando com força porque é assim que o varejo vai conseguir alcançar a Geração Z com mais eficiência.

No metaverso, o varejo consegue ser mais criativo e divertido

Grandes lojas podem ser eficientes no mundo real, mas dificilmente são divertidas e muito raramente inspiram as pessoas a fazer algo criativo. As grandes lojas são para comprar laranjas e cuecas sob o mesmo teto, não é assim que se criam experiências memoráveis.

A magia do shopping não existe mais no mundo real, mas o varejo no metaverso pode recriar essas experiências por gerações que nunca conheceram o fascínio de um fliperama e uma praça de alimentação.

O metaverso dá ao varejo a oportunidade de ressuscitar o tipo de sinergia que tornou os shoppings tão populares, ao mesmo tempo, incluindo a oferta de eventos exclusivos por tempo limitado e produtos encontrados apenas naquele lugar e naquele momento.

Por uma fração do custo de um shopping do mundo real, os distritos comerciais do metaverso em plataformas como Decentraland (MANA) e The Sandbox (SAND) têm o potencial de se tornar centros sociais e de compras para a Geração Z (e para aqueles de nós com boas lembranças de ficar em um Shopping Center).

Ótimo custo-benefício para o caixa do varejo no metaverso

Do ponto de vista de um negócio, as operações no metaverso, em um modelo de “fixar e esquecer”, são muito benéficas.

Você aparece de vez em quando para se certificar de que nada está quebrado, pega o dinheiro do caixa e segue seu caminho. O que poderia ser mais fácil? No metaverso, há um potencial real para criar lojas automatizadas que, do ponto de vista dos recursos humanos, funcionam basicamente como máquinas de venda automática.

Uma vez que os designers e programadores estão fora do caminho, esses locais de varejo do metaverso podem ser administrados por bots úteis que não precisam de benefícios, pagamento ou até mesmo pausas para o almoço. Expandir o alcance de um varejista sem expandir a força de trabalho permanente é um dos maiores sonhos de muitos administradores – e é possível para o varejo no metaverso.

Ao contrário do e-commerce, que é frio e impessoal, mais parecido com o pedido de um catálogo, o varejo no metaverso pode ser morno, se não automatizado, dependendo da programação dos bots de vendas e de outros conhecimentos técnicos e habilidades que começam a ganhar mais espaço no mercado de trabalho.

Especulação imobiliária no metaverso, com foco em empresas de varejo

reprodução marketplace de decentraland, com NFT de 2 lotes (2 LAND).
Reprodução: Marketplace Decentraland (LAND)

Para os investidores e especuladores de plataformas como Decentraland e The Sandbox, existe um mercado completamente novo de “especulação imobiliária”, já que é possível se adiantar às empresas de varejo e adquirir lotes em NFT (LAND, por exemplo) únicos que podem passar por valorizações conforme a demanda por estes espaços virtuais continue a aumentar.

Um investidor pode se especializar neste mercado e rentabilizar seu investimento ao vender, ou até mesmo alugar, tokens não fungíveis para futuros interessados em utilizar aquele espaço.

Quais são os limites para este novo universo na Web3 que está sendo construído?

Ainda não sabemos, mas tudo indica que ele veio para ficar e este ainda é apenas o começo.

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