Você já pensou em compensar as pegadas de carbono do Bitcoin plantando árvores? 

Dia 21 de setembro é comemorado o dia da árvore, e como dentro da comunidade das criptomoedas o assunto sustentabilidade já foi muito discutido, o Cointimes quer mostrar para você Bitcoiner ambientalista que tem como deixar a rede bitcoin mais sustentável. 

Quanto que o Bitcoin consome de Carbono?

A preocupação com o aumento dos gases do efeito estufa e com todas as questões que afetam o meio ambiente, é cada vez mais o foco na vida das pessoas – principalmente entre os jovens da Geração Z. 

Toda a confusão sobre o consumo de energia da rede Bitcoin começou quando Elon Musk bloqueou os pagamentos com Bitcoin dos carros da Tesla em maio de 2021, alegando que o custo ambiental da indústria de mineração era muito alto. 

Pouco tempo depois, 01 de junho, foi emitido o primeiro relatório do Conselho de Mineração do Bitcoin (BMC), que surpreendeu boa parte do mercado com os números positivos relacionados ao uso de energia renovável pela indústria de mineração global.

Além desse fenômeno, outro fato adicionou maior preocupação dos mineradores em relação a emissão de carbono da atividade mineradora: o banimento da mineração da China forçou os mineradores a fugirem da China. Mas por que isso reforçou a ideia de uma rede Bitcoin mais verde?

Anteriormente, grande parte das “fazendas de mineração” eram operadas em regiões remotas na China, onde taxas pelo consumo de energia eram baixas para compensar todo o custo operacional, mas a principal fonte de energia era o carvão mineral. 

Ou seja, ao migrarem da China, os mineradores saíram em busca de fontes de energia baratas e na América do Norte, por exemplo, muitas empresas buscaram utilizar energias renováveis, como a eólica e a nuclear.

Em agosto de 2019 a China chegou a concentrar 75% do hashrate. Até março deste ano sua dominância sobre o setor de mineração diminuiu para 46%, segundo o cálculo da Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI).

O movimento migratório acabou por tornar a taxa de hashrate um pouco mais descentralizada e menos dependente de fontes de energia fóssil. 

Leia também: O lado positivo da ofensiva chinesa à mineração

Atualmente, o Digiconomist, projeto de dados por trás do Bitcoin Energy Consumption Index (Índice de Consumo de Energia do bitcoin), estima que a mineração da criptomoeda gera 77,89 megatoneladas de dióxido de carbono por ano, um número comparável à emissão de um país como o Oman.

Total de Pegadas de Carbono do Bitcoin em um ano – Fonte: digiconomist.net 

Em comparação com o sistema financeiro tradicional, o bitcoin ainda consome menos energia. Já que, de acordo com um estudo da Galaxy Digital, os bancos terão que plantar ainda mais árvores para zerar as pegadas de carbono . 

Leia também: Bancos gastam mais energia que o Bitcoin, mostra estudo

Comparação do consumo de energia entre Bancos, Ouro e Bitcoin – Fonte: Galaxy Digital

Quantas árvores precisamos plantar ?

Depois que a poeira baixou a comunidade Bitcoin começou a pensar em soluções que ajudassem a diminuir a impressão negativa que a desinformação espalhou sobre o alto consumo energético do Bitcoin. 

Teve gente que soube aproveitar a hidrelétrica mais antiga do mundo para lucrar com a mineração de Bitcoin; a própria reunião do Conselho de Mineração do Bitcoin (BMC) mostrou que os investidores institucionais também já estão se movimentando para deixar o BTC mais verde. 

Outra solução para diminuir a impressão negativa que a desinformação espalhou sobre o alto consumo energético do Bitcoin seria plantar árvores. 

É claro que esse é um trabalho muito mais complexo já que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Florestas, a cada 7 árvores, é possível sequestrar 1 tonelada de carbono nos seus primeiros 20 anos de idade. Com base nesta média é determinada a quantidade de árvores que serão necessárias para neutralizar as emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). 

Sendo assim, a comunidade Bitcoin vai precisar plantar 545.230.000 árvores todo ano para sequestrar todas as toneladas de carbono ao longo do tempo. Como nós dissemos, vai ser um trabalho difícil, mas é válido para benefício do planeta terra. 

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