A fase 0 do Ethereum 2.0 está sendo testada agora, mas e se ela falhar? Quem está competindo com o Ethereum e que poderia pegar sua posição como principal plataforma de contratos inteligentes?

Quais os riscos do Ethereum 2.0?

O Ethereum é a plataforma com maior quantidade de aplicativos descentralizados e a primeira escolha na criação de tokens digitais, ICOs e STOs.

Contudo, a rede está congestionada e as taxas médias de transação chegaram a R$10 recentemente, dificultando o uso para diversas aplicações.

Para resolver o problema de escalabilidade, inerente a todos os blockchains até o momento, a equipe de desenvolvimento do Ethereum resolveu redesenhar o sistema, criando o ETH 2.0.

A ideia principal é basicamente dividir o blockchain em vários, os chamados shardings:

“Sharding significa essencialmente dividir toda a rede Ethereum em várias partes chamadas ‘shards’, com cada shard contendo seu próprio estado independente, o que significa um conjunto exclusivo de saldos de contas e contratos inteligentes. O principal objetivo do sharding era aumentar o desempenho, no entanto, nem todos na comunidade eram a favor dele.”, explicou Vitalik Buterin, criador do Ethereum.

Riscos do Ethereum 2.0

Acontece que nem todos acreditam que essa solução vai dar escalabilidade para o Ethereum, pelo contrário, poderia criar mais fricção, pois, ainda não se sabe como os shardings vão se comunicar entre si.

Além dos riscos no próprio design e possíveis erros técnicos, o Ethereum ainda sofre com uma forte competição em diversas áreas, mas principalmente na de contratos inteligentes. 

Mas quem são esses competidores?

EOS – O sistema computacional descentralizado

A EOS é uma plataforma de blockchain descentralizada que tenta se comportar como um grande computador mundial, tendo memória, poder de processamento e memória de armazenamento.

O protocolo de consenso usa Delegated Proof-of-Stake. Inclusive, o Brasil tem um dos poucos validadores da rede com o projeto EOS-Rio.

A plataforma permite a construção de exchanges descentralizadas sob seu protocolo, ICOs, STOs e diversas aplicações descentralizadas. Atualmente a criptomoeda tem um valor de mercado estimado em US$2,8 bilhões, sendo o 12° criptoativo com maior marketcap.

Tron – A cópia chinesa do Ethereum?

Criada pelo chinês Justin Sun, a Tron é baseada no código do Ethereum. Como resultado, até mesmo a linguagem de contratos inteligentes é a mesma – permitindo fácil portabilidade entre aplicações no Ethereum e na Tron. 

Entretanto, a plataforma tem a diferença de usar Proof-of-Stake, uma maneira mais eficiente e rápida de validar transações. A Tron tem um design de 3 layers: aplicação, armazenamento e core. 

Tron tecnologia
Design da tecnologia da Tron

O projeto trabalha com o desenvolvimento da Sun Network, uma segunda camada de que aumentaria ainda mais a capacidade de transações por segundo, algo como a Lightning Network do Bitcoin.

A criptomoeda ganhou fama após copiar o whitepaper da Filecoin e da IFPS. A plataforma tem um marketcap de US$1,4 bilhão e é negociada a US$0,019 por moeda.

NEO – O “Ethereum da China”

A NEO não foi criado para ser um computador mundial como as outras plataformas, o objetivo dela é tokenizar a economia real, ou seja, transformar ativos reais em digitais. Seu lema é “smart economy”.

A OnChain, empresa que desenvolve a NEO, vem trabalhando com a Microsoft e Alibaba para acelerar a digitalização de ativos – sendo um das top 50 fintechs da China segundo a KPMG.

A plataforma está avaliada em US$227 milhões, sendo a 21° em valor de mercado. 

Alternativas que valem a pena mencionar:

RSK: A RSK é uma plataforma de contratos inteligentes construída em cima do Bitcoin, ela permite mais de 400 transações por segundo e roda contratos inteligentes em sua sidechain.

Tezos: O projeto já está sendo usado pelo BTG para tokenizar valores mobiliários.

Cardano Ada: Correndo contra o tempo, a Cardano busca implementar contratos inteligentes até o final de 2020.

Vale lembrar que outras plataformas têm funções avançadas de smart contracts, mas não como seu foco, geralmente elas competem em outras áreas com o Ethereum.

Agora que você já conhece algumas das alternativas ao Ethereum, se o ETH 2.0 falhar qual você acha que tomará o lugar do Ethereum como plataforma principal de contratos inteligentes?

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