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E aqui, temos a morte oficial da criptomoeda do Telegram, o Gram. Após desistir da moeda na Telegram Open Network (TON), foi definida a página final da cripto anunciada em 2017.

Em um post de fórum, o CEO do Telegram Pavel Durov explica “O Que Era TON e Porque Acabou“, falando sobre o blockchain e também da criptomoeda Gram.

“Imagine que várias pessoas juntem seu dinheiro para construir uma mina de ouro – e depois dividir o ouro que sai dela. Então um juiz vem e diz aos construtores da mina:

Muitas pessoas investiram na mina de ouro porque procuravam lucros. E eles não queriam esse ouro para si mesmos, queriam vendê-lo para outras pessoas. Por esse motivo, você não tem permissão para lhes dar o ouro.

Se isso não faz sentido para você, você não está sozinho – mas foi exatamente o que aconteceu com a TON (a mina), seus investidores e Gram (o ouro). Um juiz usou esse raciocínio para determinar que as pessoas não deveriam comprar ou vender Grams, como podem comprar ou vender Bitcoins.”

Pavel Durov em post final do Gram

Em outra matéria, discutimos sobre os conflitos entre a equipe do Gram e o próprio tribunal dos EUA, além do plano de reembolso promovido pelo Telegram aos seus investidores.

“Esta decisão do tribunal implica que outros países não têm soberania para decidir o que é bom e o que é ruim para seus próprios cidadãos. Se os EUA de repente decidissem proibir o café e exigissem o fechamento de cafeterias na Itália, porque algum americano poderia chegar lá – duvidamos que alguém concordaria. ”

Quais seriam as alternativas para lançar o Gram?

Com a questionável proibição do projeto, só restariam algumas formas de lançar uma criptomoeda:

  1. Anonimamente, como Satoshi Nakamoto e Bitcoin
  2. Gratuito e open-source, mas com um criador conhecido como Charlie Lee e Litecoin
  3. Desenvolvedora com projeto aberto e investidores, mas com a comunidade lançando a criptomoeda, como aconteceu com a EOS

1. Anonimamente, como Satoshi Nakamoto e Bitcoin

A criptomoeda favorita da comunidade de criptos, o Bitcoin é o exemplo clássico e pioneiro do surgimento de moedas digitais no mundo.

Lançada como criptomoeda descentralizada pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, a moeda surgiu em 2008 em uma discussão do “The Cryptography Mailing”.

A partir de 2011, foi usada anonimamente em transações do Silk Road, um site de comércio ilegal da deep web. Ao longo dos anos, o blockchain foi se expandindo, e o valor do Bitcoin na cotação do dólar foi subindo igualmente com sua demanda.

Apesar de existirem muitos palpites, ainda não se sabe quem foi o verdadeiro, original Satoshi Nakamoto (se é que não eram várias pessoas).

2. Gratuito e open-source, como Charlie Lee e Litecoin

Fundado em outubro de 2011, o Litecoin (LTC), criado por Charlie Lee, surgiria como uma “alternativa, com soluções aos problemas do Bitcoin”.

Independentemente de ter seu criador conhecido, a criptomoeda não teve problemas com a justiça, pois foi iniciado sem arrecadação de fundos de investidores. Nem mesmo o LTC foi fruto de um ICO, tipo de oferta similar às IPOs, bastante reguladas no mercado mobiliário.

Apesar de ser descentralizada em uma rede peer-to-peer, tem seu desenvolvimento gerido pela Litecoin Foundation.

3. Desenvolvedora com projeto aberto e investidores, mas com a comunidade lançando a criptomoeda

Desenvolvida em cima de um blockchain que funciona como contrato inteligente para dApps (apps descentralizados), visava cuidar dos problemas de escalabilidade e taxas de transação nas outras criptomoedas.

A criptomoeda foi divulgada em 2017 e lançada em junho de 2018, sendo que poderia ser adquirida com Ether na compra de seus tokens EOS.

A Block.one, responsável por desenvolver o EOS, também estava com o projeto aberto para receber investimentos de pessoas interessadas a auxiliar no desenvolvimento. Foi assim que arrecadaram mais de US$2 bilhões no ICO.

No entanto, a empresa privada por trás da criptomoeda foi responsável apenas pelo desenvolvimento do software livre, mas o lançamento da criptomoeda foi obra da comunidade. O que tornou o projeto livre dos problemas jurídicos que o Telegram enfrentou.

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