A maior carteira desconhecida de Bitcoin está acumulando milhares de BTCs nos últimos dias. A pessoa ou organização por trás do endereço 1P5ZEDWTKTFGxQjZphgWPQUpe554WKDfHQ, observado de perto por analistas do mercado, ainda é desconhecida.

Atualmente, apenas 5 endereços de bitcoin detém mais de 100 mil moedas. Enquanto 3 deles são da Binance e 1 é reconhecido como da Bitfinex, o único desconhecido é o endereço da misteriosa baleia (1P5Z…), conforme revela dados da BitInfoCharts:

maiores carteiras de Bitcoin

O rico investidor detém atualmente US $2,78 bilhões em BTC, ainda mais do que a MicroStrategy, maior empresa de business intelligence do mundo que transformou todo o seu caixa em BTC.

Vale notar que é possível espalhar seu saldo por diversos endereços e a reutilização do mesmo endereço é considerada uma má prática de privacidade, mas por algum motivo essa baleia parece não se importar com a observação dos analistas.

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Os dados on-chain mostram que a rica baleia já adicionou BTC ao endereço 765 vezes e retirou apenas 82 vezes. Esses números podem representar compras e vendas, respectivamente, mas não necessariamente.

Fato é que a baleia anônima tem historicamente aproveitado níveis interessantes de preço para acumular bitcoins. O gráfico abaixo mostra que em maio de 2020, quando o preço despencou por conta da crise do covid, o endereço adicionou cerca de 7 mil bitcoins. E recentemente tem voltado a acumular bastante.

saldo da maior baleia de bitcoin
Em azul, o saldo da carteira em BTC. Em cinza, o preço do bitcoin. E, em vermelho, o saldo da carteira em dólares. Fonte: BitInfoCharts.

Nos últimos 30 dias, a baleia adicionou 4296 BTC ao seu balanço, o equivalente a R$ 480 milhões na criptomoeda. Apenas na última semana foram 559 BTC, ou R$ 62 milhões, possivelmente pela oportunidade que a volatilidade dos últimos dias ofereceram ao investidor de longo prazo.

Como as outras baleias estão reagindo ao mercado de bitcoin?

Segundo o analista on-chain Cauê Oliveira, as baleias estão “hibernando”. No geral, a atividade dos grandes players têm caído, baseado no volume de transações movimentadas em um curto período de tempo.

Para Oliveira, o cenário macro está forçando a venda de ativos de risco. Além disso, alguns fundos pararam de negociar bitcoin e outros chegaram a falir.

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