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Preocupado com medidas de prevenção à lavagem de dinheiro, o Banco Central solicitou dados detalhados dos usuários da Binance para a empresa que facilitava os saques e depósitos em real na exchange, Acesso Soluções de Pagamento.

Conforme publicado no Estadão, o BC não teve acesso aos dados solicitados, mas o pedido supostamente acarretou em uma série de consequências, incluindo a separação entre a Binance e o Banco Capitual e um processo judicial entre as duas empresas.

Como a Binance é uma exchange global, os usuários brasileiros aproveitavam a antiga parceria do Capitual com a Binance como uma ponte. Mas, como ficou comprovado, os usuários não tinham contas individualizadas e se comunicavam com a mesma conta “bolsão”, de titularidade do Capitual.

Supostamente para se adequar às exigências do Banco Central, o Acesso, através do Capitual, enviou a Binance uma solicitação de adequação a novas regras, incluindo a individualização de todas as contas. Porém, a Binance disse em nota que “nunca foi informada sobre qualquer solicitação do Banco Central para individualização de contas.”

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A Binance também acusou os parceiros de pagamento de coagi-la a entregar sua base de clientes ou a conceder exclusividade, pois o “sistema tecnológico” oferecido para adequação de supostas novas exigências vinham com um contrato de exclusividade.

Isso ocasionou em uma cisão entre as empresas, além de um transtorno para os usuários, que ficaram cerca de duas semanas sem depósitos e saques em real na plataforma. Agora, a Binance conta com a Latam Gateway como parceira de pagamentos, empresa que utiliza o banco B2S.

Em nota, a Binance ainda ressaltou que possui uma equipe de investigação que trabalha em coordenação com autoridades locais no combate a crimes cibernéticos e financeiros, e parceria com a Chainalysis, empresa de análise de blockchain utilizada pelo FBI e pela CIA.

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