A criptomoeda Beam fará um hardfork nos próximos dois dias, ele trará grandes mudanças para o protocolo como ativos confidenciais, Defi e e um novo algoritmo de hash.

A criptomoeda Beam tem um marketcap de US$ 32 milhões segundo o CoinGoLive e atualmente é negociada a US$ 0,49 com uma alta de 32% desde janeiro.

Fork da Beam e novas tecnologias

A Beam é focada em privacidade assim como o Monero ou Zcash. Em conjunto com a moeda Grin, elas trabalham para melhorar o protocolo Mimblewimble (MW) que explicamos em detalhes no post “Criptomoeda Grin, a moeda inspirada em uma mágica de Harry Potter“.

Com o fork planejado para o dia 28 de junho, no bloco 777.777, novas funções serão adicionadas segundo o roadmap da moeda:

  • Lelantus MW: é uma implementação do MW baseada nos trabalhos do criador da Zcoin Aram Jivanyan, que tem como objetivo tornar “virtualmente impossível o estabelecimento de relação entre diferentes transações”.
  • Pagamentos One-side: o protocolo atual necessita que o usuário que vá receber os valores esteja online. Trazendo o Lelantus, esse requerimento não será mais necessário.
  • Ativos confidenciais: o blockchain da Beam permitirá a criação de ativos que usam a mesma tecnologia de privacidade do token Beam. Ou seja, você poderá criar ICOs, tokens de ações e diversos outros de forma privada.
  • Ponte com o Ethereum: “permitirá criar a representação Beam de certos tokens ERC20 e criar lastro 1 para 1 desses tokens ERC20 para sua representação na blockchain Beam. Por exemplo, os usuários poderão bloquear uma certa quantidade de Dai no contrato inteligente da Bridge e obter exatamente a mesma quantidade de bDai no blockchain da Beam. Os tokens da bDai podem ser livremente negociados entre as carteiras da Beam e também podem ser transferidos de volta para a Dai a qualquer momento.”

Ativos privados, uma briga pesada

Não é apenas a Beam que está lançando tecnologias para permitir a criação de ativos digitais (tokens) de forma privada, outros projetos estão buscando o mesmo público, mas com diferentes soluções.

A Liquid, sidechain do Bitcoin (BTC) desenvolvida pela Blockstream, permite a criação de ativos digitais usando confidential transactions e já funciona com o Tether USD desde o começo de 2020.

O Bitcoin Cash fará nos próximos meses a auditoria do protocolo CashFusion, que permitirá aos tokens on-chain certo nível de privacidade.

Enquanto isso, desenvolvedores do Ethereum correm atrás de diversas soluções diferentes para tornar os tokens irrastreáveis. O Tornado.cash usa a tecnologia do Zcash e permite o uso de tokens no padrão ERC-20, o mais usado. Já outros procuram por soluções ainda mais elaboradas como o Incognito Project e a uma segunda camada da empresa StarkWare.

Correndo do lado de fora está o projeto Tari, que após dois anos de desenvolvimento está em fase beta e com esperanças para lançar até o final do ano. Ele foi criado especificamente para criação de tokens privados no blockchain, usando Tor, MW e outras tecnologias em conjunto com a segurança do Monero.

Quem ganhará a luta por ativos privados no blockchain? Liquid, Beam, Tari ou Ethereum? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!