Virgil Griffith, um desenvolvedor do Ethereum que foi preso no Aeroporto Internacional de Los Angeles e levado sob custódia por supostamente aconselhar a Coréia do Norte sobre como contornar as sanções políticas e econômicas lideradas pelos EUA, foi liberado da prisão por 1 milhão de dólares em fiança.

O juiz Vernon Broderick do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (SDNY) concedeu a fiança do cientista de pesquisa em 30 de dezembro, depois que seus familiares garantiram um milhão de dólares, confirma um relatório da Inner City Press.


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Broderick acrescentou que “as leis deste país não são sugestões… Ajudar governos estrangeiros com lavagem de dinheiro é ilegal”.

Griffith, que é obrigado a estar acompanhado de seus pais, recebeu permissão para voltar para sua casa no Alabama.

No início deste mês, o pedido inicial de fiança de Griffith foi rejeitado após a descoberta de mensagens de texto em seu telefone com seus pais.

Eles alegadamente expuseram os planos de Griffith de abandonar sua cidadania americana e estabelecer uma operação de lavagem de dinheiro na Coréia do Norte.

Os promotores disseram que Griffith oferecia risco de fuga e estava tentando obter um passaporte para St. Kitts, no Caribe.

O advogado de Griffith, Brian Klein, alega que seu cliente não renunciou à cidadania e que ele foi considerado culpado de violar sanções, mas não de lavagem de dinheiro.

Klein também confirmou que Griffith foi suspenso de trabalhar com a Ethereum Foundation, uma organização sem fins lucrativos que apóia o desenvolvimento contínuo do Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo.

Griffith foi acusado pelo procurador dos EUA do Distrito Sul de Nova York e pelo Federal Bureau of Investigations por violar a Lei Internacional de Poderes Econômicos de Emergência, viajando para a Coréia do Norte para participar da Conferência de Blockchain e Criptomoeda de Pyongyang, onde ele fez uma apresentação sobre como usar a tecnologia de criptomoedas e blockchain para contornar as sanções internacionais.

Os promotores federais alegam que Griffith forneceu “informações altamente técnicas” ao governo da nação, sabendo que elas poderiam ser usadas para ajudar o país a se envolver em lavagem de dinheiro e contornar as sanções internacionais.