• O ex-jogador da NFL montou uma fazenda de mineração dentro de um container de navio (carga marítima) que está se provando um negócio muito lucrativo.
  • Além de algumas vantagens contábeis, o modelo também permite uma maior portabilidade dos equipamentos de minerar bitcoin, conforme necessidade.

Fazenda de mineração: Um negócio rentável

O ex-jogador de futebol americano federado na NFL, Reggie Brown, que já jogou pelos Eagles da Filadélfia, montou um negócio de mineração de bitcoin em sociedade com Rolf Versluis, especialista de TI que trabalhou em submarinos da marinha norte-americana, com plantas nucleares.

Os sócios encontraram na fazenda de mineração um investimento rentável, com o recebimento da inflação gerada pela recompensa de blocos que pode ser vendida ao mercado para a realização do lucro e reinvestimento no negócio – bastante custoso, conforme revelaram alguns valores.

Brown revelou pagar US$ 0,06 por kW de energia, em um contrato que possuem com uma empresa fornecedora de energia elétrica e criticou o monopólio no setor, que dificulta a negociação já que “eles possuem todo o poder [literalmente]”; brincou com o trocadilho ‘power‘ que pode indicar poder de negociação e ‘eletric power‘ (poder elétrico).

Seu sócio, Versluis, abriu ainda mais números ao revelar que possuem 150 mineradoras s17 – de 56 TH/s cada – e um custo unitário de US$ 1.799,99. Cerca de US$ 270 mil no total.

Toda a estrutura com terreno, infraestrutura e container custaram cerca de US$ 450.000 e o ex-técnico de TI da Marinha define a mineração como “um negócio de capital intensivo”.

Vantagem de minerar em um container de navio

Os sócios enumeram algumas vantagens que motivaram a escolha deste modelo de negócio, como: elisão fiscal (pagar a menor quantidade de impostos possível dentro da lei); melhor aproveitamento de espaço; sistema de ventilação adequado em corredores de equipamentos; limpeza e manutenção de três em três meses; e, principalmente, mobilidade.

A portabilidade, ou mobilidade, de toda a estrutura é talvez um dos maiores benefícios para uma fazenda de mineração em um ambiente de incertezas políticas e monopólio das companhias de distribuição de eletricidade.

Ao montar sua estrutura em um container, o negócio pode ser transportado facilmente em um caminhão, para se mudar dentro de um mesmo país, buscando melhores acordos com companhias de eletricidade, proteção jurídica ou até mesmo fiscal.

E ainda melhor, o container pode ser facilmente movido para outros países como carga marítima; no caso de encarar regulamentações mais duras como as que ocorreram no Cazaquistão, onde mais de 100 fazendas de mineração foram fechadas e milhares de equipamentos foram abandonados por inviabilidade logística.

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Mineração de bitcoin é um negócio

Apesar do foco da dupla parecer ser unicamente no retorno financeiro, que eles podem conquistar com seus investimentos em equipamentos computacionais, a mobilidade de uma fazenda de mineração também pode ajudar com a descentralização da rede; diminuindo os impactos no subsistema de geopolítica.

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Isso garante maior resiliência e segurança da rede contra possíveis ataques de governos e instituições regulatórias; bem como de oligopólios como o da energia elétrica.

Caso algum país proíba ou dificulte a atividade dos mineradores, eles podem se mover rapidamente, com baixo custo para outro país. Exigindo menor liquidação de seu patrimônio para bancar a logística (despejando menos no mercado) e recuperando a hashrate na rede com maior agilidade.

A mineração é um negócio e o foco da maioria dos mineradores é conseguir lucrar o máximo possível no menor espaço de tempo, com maior segurança financeira possível (risco/benefício), vendendo os bitcoins minerados pelo maior preço e tomando boas decisões de re-investimento; conforme Reggie Brown e Rolf Versluis afirmaram no final do vídeo.

A boa notícia para os entusiastas de BTC – que poderiam ser prejudicados pela inflação de 1,7% ao ano, que consiste no lucro destes homens [e mulheres] de negócios – é que a busca pelo negócio mais lucrativo está alinhada com a própria segurança da rede; criando um sistema robusto ao considerar os incentivos financeiros e a busca por melhores soluções.

O problema é que por ser um negócio de “capital intensivo”, como descrito por Rolf, ele acaba invariavelmente criando uma economia de escala onde fica mais difícil entrar, os maiores mineradores possuem melhores acordos comerciais, melhor mobilidade e melhor capacidade de reinvestimento ou manutenção.

Então, apesar de uma rede cada vez mais robusta e difícil de ser revertida, com melhor descentralização geopolítica ao operar em um conteiner, outro setor da descentralização é prejudicado com o aumento gradual da dominância de hashrate entre poucos participantes e, consequentemente, do consenso na rede.

Em um modelo focado em criar o maior número possível de novas moedas no menor espaço de tempo, para vendê-las com lucro e, talvez, partir para o próximo negócio lucrativo da vez, já que o patrimônio acaba se encontrando em hardware e infra estruturas reutilizáveis.

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