O famoso hacker Phineas Fisher lançou um Hacktivist Bug Hunting que oferece US$ 100.000 em Bitcoin ou Monero por vazamentos de documentos de interesse público.

“Eu acho que o hacking é uma ferramenta poderosa, e o hacktivismo só foi usado para uma fração do seu potencial”, disse Phineas Fisher. “E um pouco de investimento pode ajudar a desenvolver isso, os anos dourados [do hacktivismo] ainda estão por vir.”

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O próprio Phineas Fisher acaba de se envolver em um dos maiores hacktivismos em anos com o hackeamento de um banco e a distribuição do dinheiro.

“Eu invadi um banco. Fiz isso para dar uma injeção de liquidez, mas desta vez de baixo para cima. Para as pessoas simples e humildes que resistem e se rebelam contra as injustiças em todo o mundo. Em outras palavras: assaltei um banco e doei o dinheiro.

Mas não fui só eu quem fez isso. O movimento do software livre, a comunidade ofensiva do powershell, o projeto metasploit e a comunidade de hackers em geral tornaram esse hack possível. A comunidade exploit.in possibilitou converter invasões nos computadores de um banco em dinheiro vivo e bitcoin.

Os projetos Tor, Qubes e Whonix, juntamente com os criptografadores e ativistas que defendem a privacidade e o anonimato, são meus nahuales, ou seja, meus protetores. Eles me acompanham todas as noites permitem que eu permaneça livre.”

Doações em criptomoedas

O hacker que usa o pseudônimo Phineas Fisher, que se denomina um “socialista libertário” também comenta que a adoção das criptomoedas facilitaria seus objetivos. Fisher explica:

“Redistribuir dinheiro expropriado para projetos chilenos que buscam mudanças sociais positivas seria mais fácil e seguro se esses projetos aceitassem doações anônimas por meio de criptomoedas como monero, zcash ou pelo menos bitcoin.

Entende-se que muitos desses projetos têm aversão às criptomoedas, pois se assemelham a alguma distopia hipercapitalista estranha, e não à economia social com a qual sonhamos.

Compartilho seu ceticismo, mas acho que são úteis para permitir doações e transações anônimas, limitando a vigilância e o controle do governo. Como o dinheiro físico, cujo uso muitos países estão tentando limitar pelo mesmo motivo.”

A posição anticapitalista de Fisher fica claro em seu documento, onde ele destaca frases prontas como: “Não existe capitalismo verde. Vamos fazer do capitalismo história antes que nós viremos história.”


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“Um guia ‘faça você mesmo’ para roubar bancos”

Esse é o título do texto onde o hacker faz a oferta de 100 mil dólares em cripto para hackers conseguirem vazamentos de documentos de interesse público.

São citados como alvos que ele “adoraria” pagar para ver vazamentos empresas de vigilância como o grupo NSO, empresas supostamente envolvidas em ataques terroristas como Baykar Makina e Havelsan, entre outras.

Algumas empresas são intituladas como “perversas” de uma forma mais genérica, por exemplo todas as empresas de petróleo podem ser alvos aceitáveis, segundo o hacker, pois elas lucram com a destruição do planeta.

Phineas Fisher, ainda com a identidade desconhecida, dá dicas de que participa do Anonymous, movimento que recentemente disse que doaria 75 milhões de dólares em bitcoin para startups que apoiassem o anonimato digital. Diz ele:

“Para sermos ouvidos, os hackers às vezes precisam cobrir seus rostos, porque não estamos interessados que vejam nosso rosto, mas que entendam nossa palavra. A máscara pode ser de Guy Fawkes […]”

Algumas outras frases soltas no texto parecem servir para tentar justificar moralmente suas questionáveis ações:

“Se roubar bancos pudesse mudar as coisas, eles tornariam isso ilegal. […]

Ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão.”

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