Antigos mineradores de ouro agora estão migrando para o bitcoin, trocando o analógico pelo digital.

De acordo com a BitMEX, algumas empresas que tentaram começar um negócio de mineração de ouro em meados de 2012 estão agora interessadas no “ouro digital”, o bitcoin. A BitMEX não citou nomes.

Não é segredo para ninguém que a mineração de bitcoin imita a mineração de ouro, a começar pelo nome. Assim como o ouro, o bitcoin é escasso e demanda recursos para cunhar novas moedas.

Com essa dinâmica, os incentivos econômicos estão alinhados para apenas haver mineração quando existe uma demanda pelo ativo. E, assim como a mineração de ouro, a indústria de mineração de bitcoin cresceu ao ponto de ser extremamente competitiva.

Bullish em mineração de bitcoin

Para o braço de pesquisa da BitMEX, nós estamos presenciando um “bull market” de mineração, condições comparáveis à indústria de mineração de ouro entre 2012 e 2014, inclusive com alguns dos mesmos players.

Alguns, com uma proposta muito semelhante a de alguns anos atrás: promessa de sustentabilidade (ESG), alguma boa área nos EUA, alguns especialistas do ramo e o objetivo de se tornar a maior mineradora do mundo.

No entanto, a BitMEX prevê vários casos de falhas financeiras nos próximos anos, em conjunto de um significativo aumento no hashrate do Bitcoin. Quanto mais mineradores entram em cena, maior a competitividade e dificuldade de mineração para todos os participantes da rede.

Até o momento, apenas 21 mineradoras de bitcoin se tornaram empresas de capital aberto. Elas combinam uma capitalização de mercado de US$ 15,3 bilhões e representam aproximadamente um quarto do poder computacional do Bitcoin, uma parcela que tem aumentado rapidamente ao longo dos últimos anos.

Como as empresas na bolsa de valores tem mais acesso a capital, elas têm expandido operações mais rápido do que as competidoras privadas.

“Com Bitcoin acima de US$ 40.000, as margens de lucro bruto projetadas são muito fortes e uma coisa comum entre [as 21 mineradoras de capital aberto] são planos de expansão agressivos.”, notou o relatório.

Em conclusão, a BitMEX afirma que o hashrate deve aumentar bem mais rápido do que a maioria dos modelos estão projetando. A estimativa da empresa é que o ano termine com 320 exahashes por segundo, em comparação com os atuais 220, mesmo se o preço do bitcoin continuar estável.

“A mineração de Bitcoin não é fácil e prevemos que muitos aprenderão isso da maneira mais difícil nos próximos anos. Aqueles que tiverem sucesso precisarão ser resilientes e pensar no longo prazo e não empregar todo o seu capital muito rapidamente.”

Além disso, a empresa percebeu que há uma tendência entre as altcoins em abandonar o mesmo modelo de mineração do bitcoin e optar por proof-os-stake, como o Ethereum está fazendo. Outras moedas proof-of-work estão perdendo lugar no mercado como Litecoin, Bitcoin Cash e Ethereum Classic, conforme caem de posições de criptomoedas por valor de mercado.

“A mineração de prova de trabalho é, portanto, tudo sobre uma moeda, Bitcoin.”, conclui a BitMEX.

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