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Após três semanas do anúncio de que os clientes do banco poderiam passar a investir em criptomoedas pelo aplicativo, o banco digital mais utilizado no Brasil anunciou a atividade de 1 milhão de usuários. 

O CEO David Vélez revelou ao NeoFeed que não esperavam essa conquista até o final deste ano, e que o grupo está “super impressionado com a velocidade” que o número foi alcançado. 

Thomaz Fortes, líder da área cripto do Nubank, sugere que essa velocidade mostra que o banco está “no caminho certo, bem posicionado e em linha com o propósito de democratizar as criptomoedas e proporcionar ao cliente acesso a novas oportunidades financeiras.” 

Como reportado anteriormente pelo Cointimes, a venda de criptomoedas dentro do Nubank é possível graças a uma parceria com a Paxos, a mesma fintech que possibilita serviços de criptomoedas do Mercado Livre no Brasil, atuando como provedora de liquidez e realizando a custódia das criptomoedas. 

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As negociações oferecidas até o momento são para Bitcoin e Ethereum, com o valor a partir de R $1.

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Segundo Fortes, o “potencial disruptivo da tecnologia por trás das criptomoedas é enorme,” por isso o Nubank pretende continuar “evoluindo a experiência neste mercado, […] aproveitando esse poder transformador do blockchain.”

Vélez revelou também que o banco tem várias equipes trabalhando em projetos de criptomoedas e blockchain. Segundo ele, muitas ineficiências do setor financeiro podem, potencialmente, ser resolvidas por criptomoedas, blockchain e tecnologias. 

Por outro lado, o CEO explicou o motivo da restrição das criptomoedas disponíveis, alegando que existe “muita coisa que não faz sentido nenhum” no setor cripto, o que inclui alguns tokens. 

Com a demonstração de balanço do segundo trimestre do banco chegando, prevista para 15 de agosto, o interesse de 1 milhão de clientes pode ser uma boa notícia para a empresa. As ações do Nubank vêm sofrendo na bolsa de valores norte-americana, junto de outras fintechs, e caíram cerca de 60% durante o primeiro semestre do ano.

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