O Ministério de Segurança Pública do Partido Comunista da China aponta USDT como a criptomoeda mais utilizada para fraudes financeiras.

Coletiva de imprensa do PCC

O Diretor do Departamento de Investigação Criminal do Ministério da Segurança Pública, Liu Zhongyi, participou de uma coletiva de imprensa no dia 14 de abril, junto com outros representantes do Partido Comunista da China.

Liu Zhongyi, diretor de segurança pública do PCC
Liu Zhongyi

Na coletiva, foram apresentados dados do combate a crimes digitais e fraudes financeiras, por parte do PCC.

De acordo com Liu Zhongyi:

“Os crimes de telecomunicações e fraude de rede infringem gravemente os interesses vitais e a segurança patrimonial das pessoas.”

O Diretor também afirma que o avanço tecnológico vem dificultando o combate do PCC contra atividades ilegais, ressaltando a participação da tecnologia blockchain; moedas virtuais (criptomoedas); inteligência artificial (AI); GOIP; controle remoto e compartilhamento de tela – nas atividades consideradas criminosas pelo partido.

Zhongyi também afirmou que estes casos de fraude e crimes cibernéticos normalmente são realizados com apoio de aplicativos de segunda discagem; VPN; chamadas de voz;  compartilhamento em nuvem e operações estrangeiras, para driblar a fiscalização do Partido Comunista da China.

Entre as moedas mais utilizadas pelos fraudadores, estão as criptomoedas, com destaque para a stablecoin Tether USD (USDT), que é o ativo líder em volume de negociação no mundo todo.

O que é considerado ilegal para o Partido Comunista da China?

É importante lembrar que o governo de Xi Jinping é conhecido por uma política dura e repressiva contra liberdades individuais e acesso à internet no país, considerando como ilegais muitas coisas que para nós fazem parte de nosso dia-a-dia, como o Whatsapp, por exemplo.

Seu governo consegue se manter graças a uma censura constante contra informações vindas do estrangeiro e forte controle sobre as telecomunicações no país, transformando em criminosos qualquer um que desafie a narrativa do Partido.

Recentemente a China lançou o e-CNY, sua versão de CBDC que facilita ainda mais o controle e fiscalização das atividades monetárias no país, dando a capacidade ao governo de congelar e confiscar os fundos de inimigos políticos ou pessoas que se atrevam a lutar pela liberdade.

Dessa forma, qualquer afirmação de “atividade criminosa” pelo PCC deve ser encarada sempre de forma crítica, tentando entender o que realmente envolve atos antiéticos e o que é apenas uma forma eficaz de defesa pessoal contra as práticas totalitárias do Estado chinês.

USDT ou moedas descentralizadas?

A utilização dominante do USDT para escapar das garras comunistas faz sentido devido à facilidade de negociação e estabilidade do preço do ativo, mas sua característica centralizada na empresa Tether pode torná-lo vulnerável a ações e ataques de terceiros.

Moedas descentralizadas são as mais indicadas para garantir a liberdade e a soberania financeira, como o Bitcoin (BTC), Bitcoin Cash (BCH) e Nano (XNO). E ainda melhor nestes casos é a utilização de moedas com foco em privacidade, como a Monero (XMR), que protege os usuários contra o monitoramento on-chain, escondendo qualquer rastro de transação que exista.

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