Para tentar combater crimes como sequestros e roubos, as transferências noturnas do Pix serão limitadas em mil reais. O Banco Central deu aos bancos brasileiros o prazo de 4 de outubro para estabelecerem a limitação do método de pagamento.

A alteração faz parte de uma série de medidas tomadas pelo BC no mês passado para desestimular crimes em determinadas condições. Como é de se esperar, não houve consenso entre os brasileiros de que o limite era uma boa mudança.

Para o bitcoiner Mises Capital, o limite do Pix resultaria em sequestros diurnos e mais demorados.

A opinião do diretor-executivo do Procon-SP, Fernando Capez, é parecida. Segundo o especialista em defesa do consumidor, a limitação somente durante a noite é “catastrófica” e permite que a vítima fique em poder do sequestrador até o amanhecer.

Como o sistema de pagamentos do Banco Central é centralizado, não existe necessidade de consenso. Uma canetada da autarquia pode simplesmente mudar as estatísticas dos horários dos crimes no país.

Se o Bitcoin fosse o padrão monetário, isso não seria possível. A rede não aceita mudanças nas regras sem o consentimento dos participantes, que escolhem quais códigos vão rodar em seus computadores.

A alternativa livre

Inexistindo qualquer limite para transacionar com bitcoin, a maior transação de que se tem registro até hoje foi de 550 mil BTC, realizada em 2011 no valor de US$ 1,4 milhão. Hoje, essa quantia em bitcoin equivale a cerca de 124 bilhões de reais.

Se a falta de um controle central para impor limites lhe preocupa, saiba que existem formas de você mesmo amenizar os riscos de perder suas criptomoedas sendo vítima de um sequestro.

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