Senadora do Congresso Federal do México, Indira Kempis propôs um projeto de lei que, se aprovado, tornaria o Bitcoin moeda corrente no país e seria enquadrado na lei monetária do México.

“É reformado por adição ao artigo 2 da Lei Monetária dos Estados Unidos Mexicanos para ler como se segue: … Bitcoin (BTC) será considerado como moeda corrente na República Mexicana”, diz o documento apresentado ao parlamento em 28 de junho.

Decreto

Kempis justifica a adoção do Bitcoin no projeto de lei argumentando que cerca da metade dos mexicanos não têm acesso ao sistema financeiro tradicional do país, o que cria um enorme problema para o país.

“É necessário realizar ações para que o uso da tecnologia possa promover e garantir a inclusão financeira”, disse a senadora.

Passfolio

De acordo com Kempis, o fato de 56% da população do México não ter uma conta poupança formal se traduz em falta de confiança e interesse nas instituições bancárias para que esta parcela da população possa ter acesso a um instrumento financeiro formal de poupança.

Conforme mostramos anteriormente, Kempis já havia mostrado interesse em avançar com essa tentativa de seguir os passos de El Salvador na conferência Bitcoin 2022, quando subiu no palco com o CEO da Jan3, empresa que está buscando impulsionar a adoção do BTC por estados-nações.

CBDC no México

Por outro lado, o curso de ação que o governo e o Banco Central do México tomaram está em conflito direto com a lei que foi apresentada pela Senadora Kempis.

Em janeiro, o Banco Central do México anunciou que estava trabalhando na criação de um peso digital, sua própria moeda digital de banco central (CBDC), e que se esperava que estivesse em circulação até 2024 para ajudar os mexicanos a superar suas dificuldades de acesso aos serviços financeiros. 

Além disso, o Ministro da Fazenda do México Arturo Herrera declarou em junho que o uso de criptomoedas não era permitido dentro do sistema financeiro mexicano, e acrescentou que esta proibição não era passível de mudar em um futuro próximo. 

Herrera comentou sobre esta proibição depois que um dos indivíduos mais ricos do México, Ricardo Salinas Pliego, alegou que estava trabalhando para fazer do Banco Azteca, o primeiro banco do país, a aceitar Bitcoin.

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