As tendências de pesquisas no Google podem ser reveladoras em alguns sentidos, mas devem ser analisadas com cuidado. Apesar do Bitcoin continuar superando suas altas históricas, as pesquisas sobre Bitcoin no google ainda estão na metade do caminho para bater o hype de 2017.

Quando observamos os dados do Google Trends, vemos que a demanda pelo termo “Bitcoin” ao redor do mundo está em apenas 49% do que estava em dezembro de 2017, quando a moeda chegou ao pico de US$ 20.000 pela primeira vez.

Para o termo “Buy Bitcoin” (comprar bitcoin em inglês), esse número é de apenas 30%. No Brasil os dados revelam níveis semelhantes de 54% para “Bitcoin” e 21% para “Comprar Bitcoin“. Mas o que isso pode significar?

Grandes e pequenos investidores

Em 2020, vimos o início da tão esperada “chegada dos institucionais”, quando a MicroStrategy, Square e outras grandes empresas listadas em bolsa passaram a transferir parte dos seus dólares em caixa para bitcoins.

Investidores conceituados e gestores de grandes fundos como Bill Miller, Paul Tudor Jones e Stanley Druckenmiller também entraram em peso no criptoativo. Enquanto isso, o PayPal adotou as negociações de criptomoedas em sua plataforma e o fundo voltado para investidores tradicionais Grayscale Bitcoin Trust acumulou quase 650 mil bitcoins.

É provavelmente por isso que o preço subiu tanto antes mesmo que os níveis de buscas no Google chegassem perto do alcançado em 2017. Outra possibilidade é que muita gente voltou ao mercado ou simplesmente passou a aportar mais nesse período, sem precisar fazer pesquisas básicas uma vez que já é familiar ao assunto.

Em níveis acima de US$ 50 mil, o Bitcoin voltou a aparecer de forma ostensiva nas grandes mídias, estampando capas de jornais e sendo tópico de reportagens de televisão. Por esse motivo é possível que uma corrida de touros ao BTC ocasione uma nova congestão na rede, já que o cenário seria um pouco diferente do que discutimos no artigo “Como as taxas continuam baixas com o Bitcoin perto de US$ 20.000?

Agora resta saber se as duas maiores desvantagens do Bitcoin serão amenizadas o suficiente para suportar uma adoção ainda maior do varejo, que costuma movimentar muito mais suas posses. As grandes variações que dificultam o uso do bitcoin como moeda seguem caindo conforme o ativo amadurece, e a sua escalabilidade deve melhorar com uma nova atualização prevista para o meio do ano.

O Bitcoin conseguirá suportar uma adoção mundial e se tornar o novo padrão monetário? Deixe sua opinião na seção de comentários abaixo.

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