A empresa responsável pela coleção de NFTs do Bored Ape Yacht Club (BAYC), Yuga Labs, pode enfrentar uma ação judicial coletiva que alega ter aumentado artificialmente o preço de seus ativos, causando grandes perdas para investidores.

Segundo a firma Scott+Scott, os investidores foram “inapropriadamente induzidos” a comprar os NFTs da empresa, além de sua moeda nativa o ApeCoin. Os advogados alegam que a Yuga Labs usou  celebridades e endossos para “inflacionar” o preço de seus NFTs através de retornos excessivamente promissores.

Celebridades como o cantor Justin Bieber, o rapper Snoop Dogg, as estrelas do esporte Neymar e Tom Brady, e a socialite Paris Hilton, entre outros, possuem e endossaram publicamente a coleção BAYC.

Paris Hilton e Jimmy Fallon mostrando seus NFTs/NBC

A obra de arte digital mais cara da coleção BAYC foi vendida por $3.4 milhões de dólares no final do ano passado.

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Com a recente queda no mercado de criptoativos, que acompanhou as quedas do mercado financeiro tradicional dos EUA, o preço dos NFTs diminuíram drasticamente, com o preço médio de um NFT BAYC vendido nos últimos sete dias sendo agora US $115.000, de acordo com dados da NFT Stats. Três meses atrás a média era cerca de US $425.000.

A Yuga Labs lançou o ApeCoin em março através da blockchain Ethereum, com a intenção de alimentar seu próximo ecossistema no metaverso. No entanto, a consideração da firma Scott+Scott sobre a introdução do token foi que, “depois de vender milhões de dólares de NFTs promovidos de forma fraudulenta, a Yuga Labs lançou o ApeCoin para extorquir investidores ainda mais.”

“Uma vez que foi revelado que o crescimento estava inteiramente dependente da promoção contínua, em oposição à utilidade real ou tecnologia subjacente, os investidores individuais ficaram com tokens que haviam perdido mais de 87% do preço inflacionado de 28 de abril de 2022.”

Acrescentaram os advogados.

A Scott+Scott está agora convidado investidores individuais que sofreram perdas com seus investimentos relacionados ao Yuga Labs, entre abril e junho deste ano, para se juntarem a uma ação coletiva em potencial.

Algumas pessoas criticaram a firma por querer pegar um caso contra a Yuga Labs, sugerindo que os investidores “não sabem como hodlar.”

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Um caso oficial ainda não foi apresentado, mas a Scott+Scott teria que dar provas de que os investidores não estavam cientes dos riscos envolvidos, ou que eles não sabiam que as celebridades estavam (supostamente) sendo pagas para promover os NFTs que detinham.

Segundo as leis norte-americanas sobre propagandas: 

“Toda publicidade deve dizer a verdade e não induzir os consumidores ao erro. Uma alegação pode ser enganosa se informações relevantes forem deixadas de lado ou se a alegação implicar algo que não é verdade.

Terceiros, tais como agências de publicidade também podem ser responsáveis por fazer ou divulgar declarações enganosas se participarem da preparação ou distribuição da publicidade, ou souberem das declarações enganosas.

As declarações e divulgações devem ser claras e conspícuas. Ou seja, os consumidores devem ser capazes de perceber, ler ou ouvir e compreender as informações como propaganda.” 

Isso implicaria que, caso as celebridades tenham de fato recebido dinheiro para promover os NFTs, sem mencionar a parceria ou fazê-lo de forma clara, o processo seria válido. Se formalmente proposta, a ação judicial do escritório se somaria a um mar sempre em expansão de ações legais contra empresas de criptomoedas.

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