Os colunistas do The Economist descobriram recentemente que é vantajoso ter Bitcoin na carteira como estratégia de diversificação do portfólio. Só agora? 

Em sua coluna de Finanças e Economia, o The Economist tomou como base a Teoria moderna do portfólio para explicar qual a importância de ter pelo menos uma pequena porcentagem de Bitcoin em carteira. 

Eles iniciam citando uma das principais ideias do fundador da Teoria moderna do portfólio: 

“Segue-se, é claro, que os ativos que oferecem retornos altos e confiáveis ​​devem figurar com destaque em uma carteira inteligente.

Mas a genialidade de Markowitz [ele foi laureado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 1990] foi mostrar que a diversificação pode reduzir a volatilidade sem sacrificar os retornos. Diversificação é a versão financeira da frase “o todo é maior do que a soma das partes”. 

Um investidor tradicional que busca altos retornos sem volatilidade pode não olhar para criptomoedas, pois elas costumam despencar e disparar. Entretanto, um investidor que detém dois ativos fracamente correlacionados ou não correlacionados pode descansar mais facilmente no conhecimento de que, se um cair de valor, o outro poderá se manter, e é aqui que entra o bitcoin em toda a discussão. 

Leia Também: O que é o índice sharpe e como ele pode otimizar seu portfólio de criptomoedas

“A criptomoeda pode ser muito volátil, mas durante seu curto período de vida também apresentou retornos médios elevados”, menciona o The Economist. “É importante ressaltar que também tende a se mover independentemente de outros ativos: a partir de 2018, a correlação entre bitcoin e ações em todas as geografias está entre 0,2 e 0,3. Em horizontes de tempo mais longos, é ainda mais fraco. Sua correlação com imóveis e títulos é igualmente fraca. Isso o torna uma excelente fonte potencial de diversificação”.

Isso explica o apelo que as criptomoedas têm entre investidores conhecedores desse mercado. Paul Tudor Jones, por exemplo, afirmou que a sua única certeza é aportar 5% em ouro, 5% em bitcoin, 5% em dinheiro e 5% em commodities, os outros 80% depende do que o Fed irá fazer.

Contudo, na coluna, o The Economist caiu em uma falácia: “Muitos investidores procuram não apenas fazer bem com seus investimentos, mas também fazer o bem: o bitcoin não é ecologicamente correto”. O Cointimes já desmistificou a questão ecológica da criptomoeda aqui: Quantas árvores o Bitcoin precisa plantar? 

Adiante, eles adicionaram que:

“Embora Markowitz tenha explicado como os investidores devem otimizar as escolhas de ativos, ele escreveu que ‘não consideramos o primeiro estágio: a formação das crenças relevantes’. O retorno do investimento em ações é uma parcela dos lucros das empresas; dos títulos, a taxa livre de risco mais o risco de crédito.

Não está claro o que impulsiona os retornos do bitcoin além da especulação. Seria razoável acreditar que não geraria nenhum retorno no futuro. E muitos investidores têm fortes crenças filosóficas sobre o bitcoin – que ele é a salvação ou a condenação. É provável que nenhum dos lados retenha 1% de seus ativos”.

Não está claro o que impulsiona os retornos do bitcoin além da especulação? Então nós explicaremos: o valor de uma moeda que tem confiança é explicado pelo que os economistas chamam de Externalidade de Rede

Esse termo explica que esse valor existe e é cada vez mais sólido à medida que mais pessoas utilizam a moeda em questão. É a partir da Externalidade de Rede que se explica a aceitabilidade e valoração de moedas como o dólar, por exemplo: se ninguém acreditar nele, não terá mais valor. 

O mesmo ocorre com o ouro e também com o Bitcoin. Além disso, o Bitcoin é um ativo digital verdadeiramente escasso. E sendo assim, quanto maior for a demanda pela moeda, mais valioso se torna cada unidade monetária. 

O Cointimes sabe que fazer a gestão do seu portfólio de criptomoedas, manter os gráficos atualizados e ficar alerta às mudanças de preços no mercado podem ser tarefas extremamente trabalhosas. 

Mesmo sendo um investidor de longo prazo, basta alguns poucos trades para perder o balanço dos lucros, por isso é crucial ter um bom aplicativo para gestão de portfólio. 

Se você tem interesse em utilizar as estratégias de diversificação ganhadoras do prêmio Nobel, nós deixaremos nesse link uma lista com os melhores gestores de carteira disponíveis no mercado, pois sabemos que uma “carteira inteligente” é uma carteira que tem Bitcoin. 

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