O maior investidor individual da Bolsa de Valores brasileira, Luiz Barsi, reforçou seu ceticismo em relação às criptomoedas ao insinuar que não passam de fantasia. Em vez disso, Barsi foca em ações de empresas que pagam dividendos.

Barsi é por muitas vezes considerado o Warren Buffett brasileiro, por ter uma tese de investimento muito semelhante (value investing), além de ser um bilionário e famoso crítico do Bitcoin.

O que eles pensam sobre investimentos influencia a opinião destes bilionários sobre a criptomoeda. A tese de value investing foca em ativos geradores de caixa, geralmente ações de boas empresas pagadoras de dividendos, tradicionais e com potencial de longo prazo.

O Bitcoin (BTC) não possui a capacidade de gerar caixa por si só, como um papel de Apple (AAPL34) ou Banco do Brasil (BBAS3). 1 BTC em sua carteira em 2018 ainda é 1 BTC guardado hoje, o que muda é a cotação.

Nem todo ativo gera receita, e não existe problema nisso. O próprio ouro é visto como um investimento por indivíduos e instituições mesmo sem distribuição de dividendos. Possivelmente por este motivo, o próprio Warren Buffett preferiu alocar capital em mineradoras de ouro ao invés de comprar o metal amarelo.

Mas, similarmente, existe o setor de mineração de criptomoeda, com grandes empresas listadas em bolsa e que oferecem dividendos (a Digihost inclusive oferece o pagamento dos dividendos em BTC).

Todavia, os investidores críticos do BTC não param por aí. Não se trata de uma incompatibilidade do ativo com a tese de investimento deles. Luiz Barsi foi citado pela ValorInveste dizendo que “Criptomoeda é fantasia. Eu acredito em dividendos.”, enquanto Buffett já chamou Bitcoin de “veneno de rato“.

No ano passado, Barsi já havia declarado em entrevista ao Estadão que bitcoin não tinha estrutura, nem significado. “[É] uma criação de alguém que projeta um futuro nebuloso para poder tirar dinheiro das pessoas e enganar aqueles que não tem uma raiz forte, em termos de fundamento. Na realidade, as criptomoedas atraem apenas os jogadores, não atraem os investidores, na minha opinião. Por isso que eu nem penso nelas.”

As criptomoedas, na realidade, representam uma nova classe de ativos, baseados em código e criptografia. Criptomoeda é dinheiro programável, mais transportável que ouro e mais previsível que moeda fiduciária quando se trata de política monetária.

A capitalização de mercado das criptomoedas chega hoje a quase US$ 2 trilhões, de acordo com dados do Coingolive, mesmo longe da alta histórica de US$ 3 trilhões.

A falta do pagamento de dividendos não está afastando os investidores, conforme mostram os dados de crescimento desse mercado, que está em plena ascensão. Mesmo assim, existem airdrops, forks, produtos de investimento (embora centralizados) e o próprio conceito de staking nas criptomoedas que podem representar geração de caixa para investidores.

Por fim, os dividendos, assim como algumas das alternativas explicitadas no parágrafo anterior, podem ser vistos como fantasias, pois acabam sendo descontados do valor da ação. Veja o caso do Facebook (agora Meta), que não paga dividendo e utiliza os recursos para reinvestimento na própria empresa.

São muitas nuances que podem ser abordadas em relação a esse assunto, mas no fim se trata de opinião em relação a ativos, que nem mesmo são vistos como investimentos por alguns dos detentores. Mas qual a sua opinião sobre este tema? Deixe um comentário abaixo.

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