O Telegram ganhou o caso contra o órgão federal norte-americano SEC (Security Exchange Comission), que queria os dados bancários dos investidores da criptomoeda do aplicativo, a GRAM.

Desde novembro a SEC vem perseguindo o Telegram pelo ICO da criptomoeda Gram, que arrecadou US$1,7 bilhão para construção do blockchain TON (Telegram Open Network).

Como noticiamos, o Telegram se recusou a entregar os dados, fazendo a SEC acionar a justiça. No dia 06, a Corte do Distrito do Sul de Nova York decidiu que rejeitar o pedido da SEC.

Contundo o juiz obrigou o Telegram a comprovar a legalidade do ICO, respeitando as leis de privacidade bancárias:

“Até 9 de janeiro de 2020, o réu deverá informar em uma declaração um cronograma proposto para uma revisão dos registros bancários solicitados, a fim de garantir que a produção desses registros esteja em conformidade com as leis estrangeiras de privacidade de dados.”

De acordo com fontes internas, no meio do ano passado o Telegram já havia terminado 90% do projeto e só está esperando todos os ajustes burocráticos para lançar a rede.

Fica claro nesse caso os problemas de se tentar lançar um produto relacionado ao setor bancário/financeiro por uma empresa centralizada. Não é à toa que Satoshi Nakamoto resolveu ficar anônimo.

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