Em meio há tantos projetos e opções diferentes, muitos investidores podem ficar perdidos na hora de filtrar e identificar bons projetos cripto.

O mercado de criptomoedas começou com um único projeto, o Bitcoin, que revolucionou a indústria ao solucionar o problema de escassez digital e validação descentralizada com a Blockchain.

De acordo com este gráfico retirado no site de estatísticas Statista, em 2013 haviam 66 projetos cripto, passando por um aumento superior a 10.000% em número de moedas até 2021, com 7.557 projetos.

De acordo com o CoinGoLive, esse número é ainda maior, superando os 11.000 projetos cripto no mercado.

Vou contar 5 dicas que utilizo quando estou procurando bons projetos e que me ajudam a filtrar aqueles que realmente possuem bons fundamentos e podem conseguir atender minhas expectativas.

1 – Saiba o que você quer solucionar; e quais projetos cripto querem o mesmo

Com uma variedade tão grande de opções, cada projeto possui seu próprio nicho de atuação, ao ter identificado diferentes demandas de mercado – através da identificação de problemas, necessidades ou desejos.

Não muito diferente de empresas. Que procuram trazer diferentes ofertas para diferentes demandas. Ou diferentes soluções para diferentes problemas.

É importante para o investidor fazer um diagnóstico próprio e pessoal do mercado.

Tentar identificar demandas que fazem sentido para você. Problemas que precisam de soluções. Necessidades que precisam ser atendidas ou desejos que poderiam ser cumpridos.

Um mesmo investidor pode achar múltiplas demandas, mas para quem está começando, é interessante começar devagar.

Escolha uma ou duas demandas que você consegue enxergar com clareza, escreva em um bloco de notas e comece a pesquisar projetos de cripto que ofertam sobre essas demandas.

Anote o nome e ticker (identificação de ativo financeiro no mercado) no mesmo bloco de notas, construindo uma lista de projetos que prometem solucionar aquele problema.

Exemplo:

Se existe uma demanda para dinheiro com escassez digital, você pode listar o Bitcoin (BTC).

E ao responder a pergunta “o que o projeto pretende solucionar?”, a resposta seria: “ser um sistema ponto-a-ponto de dinheiro eletrônico”, conforme descrito por Satoshi Nakamoto no whitepaper.

2 – Saiba como o projeto pretende solucionar o problema; e se parece possível

Depois de identificar o que o projeto promete solucionar, é importante descobrir como eles planejam fazer isso.

Enquanto o “o que” pode ser respondido em algumas poucas palavras, sendo a missão do projeto, a segunda pergunta já precisa de um pouco mais de investigação.

Normalmente ela pode ser respondida no site oficial do projeto, em plataformas como o coinmarketcap ou, melhor ainda, nas primeiras páginas do whitepaper.

Aqui ainda não queremos entrar em muitos detalhes, mas tentar entender qual a proposta central de resolução do problema identificado no passo anterior.

E neste ponto precisamos usar nossa experiência e intuição para definir se a explicação parece convincente ou, até mesmo, possível.

O passo dois é praticamente o “pitch” do projeto. Um resumão para despertar – ou não – interesse.

Exemplo:

Ainda utilizando o Bitcoin (BTC) como exemplo, o 2º passo seria o primeiro parágrafo do whitepaper, onde Satoshi explica rapidamente sobre o funcionamento do proof-of-work, onde ele começa: 

“Uma versão puramente ponto a ponto de dinheiro eletrônico permitiria pagamentos online serem enviados diretamente de uma parte para outra sem passar por uma instituição financeira. (…)”

Whitepaper Bitcoin

“(…) As transações de registro de data e hora da rede, colocando-as em uma cadeia contínua de prova de trabalho baseada em hash, formando um registro que não pode ser alterado sem refazer a prova de trabalho. (…)”

3 – Saiba como funciona a parte econômica do token ou da moeda

Você já entendeu o problema que o projeto quer solucionar e como ele pretende fazer isso.

Parece convincente, parece possível e parece um problema com demanda real.

Agora o próximo passo é entender como funciona a parte econômica do token ou da moeda para conseguir avaliar os riscos envolvidos e potencial de crescimento no mercado.

O CoinGoLive é uma ótima plataforma para conseguir essas informações.

Normalmente eu olho para os seguintes aspectos:

1 – Ranqueamento por capitalização de mercado

Quanto maior o market cap, mais sólido e aceito pelo mercado é o projeto, normalmente são menores os riscos.

Quanto menor o market cap, mais volátil e em fase de descobrimento é o projeto, normalmente são maiores os riscos, mas a recompensa também é maior ao se encontrar bons fundamentos.

Bitcoin está ranqueado em #1, sendo o líder do mercado cripto.

2 – Inflação da moeda, através da comparação entre o fornecimento circulante dividido pelo fornecimento total.

Projetos muito inflacionários tendem a perder valor no longo prazo, já que a inflação gera uma pressão vendedora no futuro por parte daqueles que receberem as novas unidades.

Analisar a Capitalização de Mercado Totalmente DiluídaFully Diluted Market Cap – pode ajudar a fazer uma projeção de ranqueamento do ativo quando todas as unidades forem emitidas, e precificar melhor a oportunidade.

Por exemplo, o bitcoin já tem 90% das unidades totais em circulação, sendo assim, sua capitalização de mercado já é 90% da capitalização totalmente diluída, o que é muito bom.

Entender de onde vem a inflação e se é possível participar dela.

No caso do Bitcoin, a inflação vem das recompensas de bloco para os mineradores.

Então minerar BTC garante participação no aumento do fornecimento circulante.

3 – Distribuição inicial da moeda ou do token.

Entender a porcentagem destinada para cada parte envolvida na economia do token é muito importante.

Projetos que reservam uma participação muito grande para a equipe, tendem a ser mais focados em enriquecer os donos do projeto, do que resolver um problema e normalmente são menos descentralizados.

Dependendo das porcentagens, o projeto está mais sujeito a sofrer uma forte pressão vendedora no médio e longo prazo. Bem como manipulação de preço.

4 – Liquidez do ativo

  • Onde o ativo pode ser negociado?
  • Qual é a facilidade de acesso, compra e venda do ativo?
  • Ele é utilizado e movimentado por usuários fora das exchanges, ou sua liquidez depende unicamente da troca por traders?
  • Qual o volume de negociação nas últimas 24h?

5 – Histórico de movimentação de preço

Uma olhada no gráfico histórico é indispensável, mesmo que você não entenda de análise técnica.

Identificar os pontos mais baixos de preço, os mais altos e quão distante está de ambos na atualidade, pode ajudar a entender melhor o momento de mercado do ativo.

Caso não goste de gráficos, pode procurar por dados de valorização nas últimas 24 horas, 7 dias ou 1 ano.

Quanto mais conhecer análise técnica de preço, mais completa será a avaliação do projeto, então ajuda, mas não é indispensável.

4 – Entenda como funciona a tecnologia, o protocolo, desenvolvimento, nós e implementações

Aqui vai depender muito de quanto cada um conhece da parte mais técnica de desenvolvimento de software e gestão de redes, internet, etc.

Quanto mais conhecimento o investidor tem nessas áreas, melhor ele pode avaliar essas questões, mas se você é leigo no assunto, não se preocupe!

Quanto mais projetos estudar, mais vai acabar se familiarizando com alguns termos e mais vai conseguir tirar algumas conclusões pessoais sobre o projeto cripto.

Mesmo que mais superficial, a ideia aqui é consultar auditorias, entender o método de validação e consenso (nodes, proof-of-work, proof-of-stake, open representative voting, etc).

Neste momento é interessante tirar conclusões sobre os incentivos que existem em manter a rede funcionando e quão descentralizada, segura e auto-soberana ela permite ser a interação do usuário com o protocolo.

5 – Junte-se à comunidade, observe, pergunte e descubra se os valores estão alinhados com o seu. Cuidado com comunidades focadas em pump.

O último ponto, e não menos importante, fala por si só. Se envolva.

Ao participar das comunidades e acompanhar de perto as atualizações, você vai se adiantar ao restante do mercado para saber as novidades, problemas e melhorias dentro do projeto.

Com isso pode ganhar algum tempo sobre o mercado para se posicionar a favor ou contra o ativo.

Gosto muito de entender quais os valores e qual a “cultura” da comunidade cripto em que estou investindo. Quanto mais descentralizado o projeto, mais importante é ter uma comunidade com valores alinhados aos seus.

Eu, pessoalmente, fujo de projetos cujos grupos estão muito focados em discussões de preço e pumps.

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