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Em outubro de 2008, no auge da crise do subprime, Satoshi Nakamoto publicava o whitepaper do Bitcoin. Esse documento talvez seja um dos mais importantes na história econômica moderna. Ao mesmo tempo que ele é capaz de estabelecer novos paradigmas, ele faz uma tentativa de retornar ao bom e velho “hard money” que moedas lastreadas em ouro nos ofereciam.

A crise de 2008 foi causada pela distorção no mercado de crédito americano, permitindo que pessoas com perfil de crédito ruim pudessem especular no mercado imobiliário. O preço dos imóveis subiu astronomicamente, as hipotecas refinanciavam novos imóveis e os bancos se alavancavam perigosamente.

Os títulos imobiliários estavam sobre fraude de avaliação. Naquele caso, agências avaliadoras estavam mentindo sobre a qualidade dos ativos, criando uma falsa sensação de segurança e prosperidade.

A derrocada começou quando os bancos começaram a levar calotes nos financiamentos e os juros começaram a se ajustar para cima. Os bancos rapidamente chegaram à falência ou perto dela. O inimaginável aconteceu com a quebra do Lehman Brothers.

 

O Banco Central Americano teve que intervir comprando trilhões de dólares em ativos podres, com a intenção de limpar o balanço dos bancos e salvá-los de falência. Talvez essa tenha sido a maior revolta de Satoshi, talvez seja por isso que no bloco gênesis do Bitcoin está uma manchete do The Times que diz: “Chancellor on brink of second bailout for banks”.

A próxima crise

Naquela ocasião, o Bitcoin nem estava saindo do papel. Enquanto a economia mundial lambia feridas, a criptomoeda começava a ganhar o status de colecionável para alguns nerds e criptoanarquistas. Logo, suas características únicas não ficariam escondidas por tanto tempo.

O Bitcoin é um ativo que estabelece um novo paradigma: ele é digital, anti-censura, antifrágil, descentralizado, transparente e genuinamente escasso. O mundo jamais presenciou algo parecido e aos poucos começa a aprender mais.

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Por mais que ele a criação de Satoshi seja algo novo, não necessariamente ela tenha conceitos 100% exclusivos. O conceito de “hard money” já foi presenciado em algumas ocasiões na humanidade.

O Ouro assumiu essas características enquanto foi moeda dominante, mas rapidamente se tornou centralizado com a ascensão dos bancos centrais, que cortaram a ligação do dinheiro com o metal precioso, transformando a riqueza de uma nação em uma dívida.

O Bitcoin nos protegerá da crise?

Um novo cenário se desenha, “graças” a esse dinheiro ruim e sem lastro, economias globais acumulam trilhões em dívidas, que jamais saberemos se serão pagas algum dia. O Banco Central Americano (FED) é o maior player dos mercados, um simples discurso de Jerome Powell poderia provocar grande volatilidade.

As principais potências em seu continente, especialmente China e Alemanha, estão começando a apresentar desaceleração econômica. A Guerra Comercial entre China e Estados Unidos continua longe de uma solução e o Reino Unido está jogado às mais profundas incertezas com a falta de definição do Brexit.

O mundo está estranho, já é quase consenso que uma recessão está chegando. Alguns dizem que será pior que 2008, que a próxima recessão nos levará ao colapso do Dólar. Outros dizem que será apenas uma correção normal.

Até o momento, o preço do Bitcoin já subiu mais de 100% em pouco mais de 2 meses. O mercado ainda interpreta os motivos, mas um deles está muito óbvio: Investidores institucionais estão entrando no mercado. Outro já é mais especulativo: pessoas procurando refúgio contra a Guerra Comercial.

A certeza é que o Bitcoin ganha uma oportunidade para se mostrar um ativo valoroso durante esse momento de crise e servir como um “safe heaven”, assim como o Ouro é. A próxima recessão será um grande teste para a adoção e a afirmação de premissas de “ativo descolado e antifrágil”.

Lucas Bassotto.

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