O ditado popular “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, talvez seja a melhor maneira para fazer um paralelo com a publicação “Nowhere to hide” – Ecoinometrics que usarei como base para falar sobre inflação.

Nowhere to hide é uma expressão em inglês que significa “nenhum lugar para se esconder”. Seria o equivalente ao nosso “não tem para onde correr”.

O problema, é que com a inflação chegando na intensidade e velocidade com que vem, mesmo tendo para onde correr, ela ainda pode alcançar e “pegar”. A corrida de salvação precisa ser realmente muito diferenciada. Já, ficar parado, é totalmente fora de cogitação.

Definindo a inflação

O artigo da Ecoinometrics começa dizendo que economistas tradicionais tendem a consentir que “alguma inflação é bom”, apontando em seguida que essa afirmação é questionável, mas o que é inflação?

Economistas tradicionais, governos, instituições governamentais e a mídia mainstream normalmente definem a inflação como “​​o nome dado ao aumento dos preços de produtos e serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, comumente chamados de índices de inflação.”, segundo o IBGE.

Quando na verdade o aumento de preços é apenas um fenômeno da consequência da inflação, que é melhor definida como o aumento da oferta monetária/financeira circulante.

Ao aumentar a oferta monetária, o dinheiro perde valor, por consequência esse dinheiro perde seu poder de compra e, por consequência, o preço dos produtos e serviços comprados com esse dinheiro “aumentam”.

Definir corretamente o conceito de inflação é importante para descobrir a melhor maneira de combater, se proteger ou… Correr dela.

Ludwig Von Mises diz que:

“Inflação, como o termo foi sempre utilizado em todos os lugares e especialmente neste país, significa aumentar a quantidade de dinheiro e notas em circulação, além de depósitos e créditos bancários. Mas as pessoas hoje em dia utilizam o termo “inflação” para se referir ao fenômeno que é uma consequência inevitável da inflação, que é a tendência de aumento de preços e salários.

O resultado dessa confusão deplorável é que já não existe mais um termo que define a causa desse fenômeno. Como não podemos falar sobre algo que não tem nome, não podemos lutar contra. Aqueles que fingem combater a inflação, estão apenas combatendo a consequência inevitável dela (aumento de preços).

Sua aventura está fadada ao fracasso, pois ela não ataca a raiz do problema. Eles tentam manter os preços baixos, enquanto estão firmemente comprometidos às políticas de aumento da base monetária, que necessariamente fazem os preços dispararem.

Enquanto essa confusão terminológica não for completamente solucionada, não existe nenhuma possibilidade de combatermos a inflação real.”

L. V. Mises em Inflation: An Unworkable Fiscal Policy. Tradução livre.

Citação acima original em inglês

Metas de inflação

Tendo claro o que realmente é a inflação e que uma grande parte dos economistas consideram que, controlada, ela é positiva para a economia, é uma prática comum dos Bancos Centrais estabelecerem metas de inflação.

Sim, os bancos centrais intencionalmente definem metas de inflação a serem atingidas, fazendo com que, também intencionalmente, o dinheiro no país sofra com perda de valor e poder de compra.

É uma decisão arbitrária e que varia de banco central para banco central e também com a governança de cada um deles.

Um fato curioso é que no decorrer da história monetária, as metas de inflação do Banco Central do Brasil sempre foram maiores que as metas de inflação do Federal Reserve (banco central norte americano). O que explica a tendência de desvalorização do real brasileiro contra o dólar.

Não é “por acaso”. É matematicamente intencional e inevitável.

Então, se entendemos que inflação é aumento da oferta circulante que, inevitavelmente causa desvalorização da moeda trazendo prejuízo para as pessoas que dependem dessa moeda (e são obrigadas a usá-la, podendo ser punidas por lei caso utilizem alguma outra alternativa), fica fácil concluir que os efeitos de longo prazo são negativos mesmo quando os Bancos Centrais (BCs) conseguem atingir as metas estabelecidas por eles.

Mas mesmo que alguém consiga argumentar do contrário, um outro problema que ocorre é que essas metas dificilmente são atingidas.

Segundo o Ecoinometrics, a meta de inflação média entre os BCs é de 2%.

No Brasil, o Bacen definiu meta de 3,75% para 2021, mas o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que é o principal indicador de inflação utilizado no Brasil (e tem uma credibilidade questionável na minha opinião), já supera os 10%. Quase 3 vezes mais que a meta.

E por mais incrível que pareça, esse não é um problema apenas do Brasil.

Inflação global por países

Com exceção de Marrocos, Hong Kong, Indonésia, China, Suíça e Japão, todos os demais países da lista acima, possuem inflação (segundo seus índices de aumento de preço) superior à meta média de 2% ao ano e um terço deles dobram essa meta, superando os 4%.

Como se proteger da perda do poder de compra

Muitos especialistas do mercado tradicional poderiam recomendar a alocação de recursos em títulos públicos que acompanham os índices de inflação, mas com algumas poucas exceções (Brasil entre elas), o rendimento anual real – descontada a “inflação”, não consegue acompanhar as consequências nefastas das decisões de políticas monetárias.

Rendimento anual real por país

Eu ainda iria mais longe que a Ecoinometrics, pois se analisarmos outros índices de inflação do Brasil, como o IGP-M, que considera outras métricas de preço além de unicamente o final da cadeia de mercado (que são os preços para o consumidor final), a perda do poder de compra vai além, tendo superado os 17% no acumulado do ano, resultando em um rendimento anual real negativo para investidores de títulos públicos que deveriam “proteger o investidor da inflação”.

Em um acumulado dos últimos 5 anos, a perda do poder de compra do brasileiro já supera os 40%, sendo o segundo país com maior perda do poder de compra (consequência direta da inflação – que é o aumento da oferta monetária circulante), só atrás da Turquia.

Para que um investidor brasileiro conseguisse proteger seu poder de compra, empatando o mesmo valor nos últimos cinco anos, com base unicamente no IPCA – de credibilidade questionável, ele precisaria ter alcançado um rendimento médio de 8% ao ano nos últimos 5 anos.

Sem buscar aumento de patrimônio, apenas mantendo seu patrimônio intacto no melhor dos casos – usando o índice mais tolerante e menos abrangente do mercado.

Para a maioria dos países, o acumulado dos últimos cinco anos supera os 20%.

É desesperador.

De acordo com o Ecoinometrics, suas escolhas são:

  • Gaste seu dinheiro em títulos do governo e veja seu poder de compra se dissipar;
  • Gaste seu dinheiro em dívidas de alto rendimento e arrisque perder tudo devido à fraca situação econômica global;
  • Gaste seu dinheiro em ações que já atingiram altas recordes pela maioria das métricas padrão (topo?);
  • Ou invista no novo mundo, ou seja, Bitcoin e ativos digitais…

Alguns podem pensar que o mercado de criptomoedas já cresceu muito e já é tarde demais, mas a verdade é que outras alternativas de investimento ainda possuem capitalização de mercado muito superior ao mercado cripto e muito dinheiro ainda pode mudar de mãos.

relação de capitalização de mercado entre títulos públicos, ouro, apple e bitcoin.

Nessa imagem, cada bloco equivale a US$500bi em capitalização de mercado.

Ainda estamos no começo.

E mesmo no começo, o mercado de criptomoedas já superou todos os outros ativos no mundo, demonstrando ser, não só a melhor forma de você proteger seu poder de compra, mas também de multiplicar seu capital.

gráfico demonstrando a valorização do bitcoin em 5 anos

Nos últimos cinco anos, apenas o Bitcoin valorizou mais de 7.000% e o mercado total de cripto aumentou quase 20.000% em valor no mesmo período.

gráfico demonstrando a valorização das criptomoedas em 5 anos

Existem diversos gráficos compartilhados no artigo “Nowhere to hide” que demonstram uma tendência crescente e constante de mais dinheiro inteligente (“smart money”), saindo de outros investimentos e sendo alocados no Bitcoin.

Gráfico ecoinometrics sobre dinheiro inteligente entrando no bitcoin

Com a crescente inflação no mundo todo, os investidores têm precisado utilizar ativos de maior volatilidade e risco para proteção patrimonial, pois as alternativas mais conservadoras já não cumprem seu propósito.

Essa muitas vezes acaba se demonstrando uma escolha difícil, principalmente para perfis conservadores, mas infelizmente (ou felizmente) é uma escolha que precisa ser feita.

Precisamos correr, mas precisamos correr rápido, pois do contrário, “se correr – devagar – o bicho pega e se ficar o bicho come”.

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