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Essa semana, aquele seu tio que sabe um pouco de “créptomoedas” e acompanha o noticiário político poderia ter um ataque cardíaco. O banho de sangue no mercado de cripto amedrontou alguns investidores enquanto os senadores reivindicavam a palavra no plenário para atacar o livre mercado de empresas de bitcoin em território tupiniquim.

Não só aqui no Brasil, mas também nos EUA os senadores discutiam questões regulatórias. Veja abaixo um resumo do que passou nos últimos dias no mercado cripto e clique nos links para ler as matérias completas.

Banho de sangue do Bitcoin 

No gráfico mensal, o Bitcoin tomou um banho de sangue e caiu de US$ 64 mil para menos de US$ 48 mil, onde está hoje. Esta semana o BTC reagiu e subiu acima de US$ 50 mil, mas não conseguiu manter o suporte e caiu novamente, com o sentimento pós-apocalíptico ainda dominando o mercado.

De acordo com análise on-chain da Glassnode, “a soma de moedas gastas com prejuízo em 4 de dezembro totalizou US$ 3 bilhões.”

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Após queda, os investidores mostraram “Medo extremo” segundo o Índice de Medo e Ganância, que viu seu menor nível desde julho. A métrica permanece na mesma faixa no momento da escrita desta matéria, com poucas variações desde então.

Governo dos EUA minera criptomoedas

Uma revelação da semana aconteceu no podcast de Anthony Pompliano, onde um conselheiro da Casa Branca afirmou que o governo de Joe Biden está minerando bitcoin.

Sem citar nomes, Whit Gibbs, que também é CEO da Compass Mining, disse que uma agência governamental estava envolvida com mineração pois, em 2013, não conseguiu aprovar orçamento para compra de bitcoin.

Coincidentemente, ou não, o diretor da CIA confirmou que a agência secreta estava trabalhando em vários projetos com criptomoedas. Um dos principais esforços da CIA em relação às criptomoedas é conter e ir atrás de ataques de ransomware com pedidos de resgate em cripto.

Ainda nos Estados Unidos, o Comitê de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado dos EUA realizará uma audiência no dia 14 de dezembro, com foco no uso de stablecoins.

Os legisladores querem entender o que são stablecoins, para que são usadas e quais são os seus riscos. Curiosamente, a Tether, stablecoin com mais FUD ao redor dela, aparentemente não participará da audiência.

Política no Brasil é uma loucura 

No Brasil, tivemos uma sequência de notícias relacionadas à política. Depois de anos discutindo a regulamentação das criptomoedas, os deputados resolveram na calada da noite aprovar o projeto de lei 2303. Projeto agora aguarda votação do Senado.

Apoiado pelo PT e rejeitado pelo NOVO, o PL 2303 define que o Poder Executivo irá apontar um órgão fiscalizador para autorizar e controlar o funcionamento das empresas de criptomoedas no Brasil.

Em votação para definir urgência na votação, o deputado Enio Verri (PT) sugeriu que o Bitcoin poderia ser uma moda passageira capaz de destruir a economia. Ele pediu para o Banco Central ser “extremamente conservador” em relação ao Bitcoin.

Se o BC for escolhido para ficar de olho no mercado cripto, poderá até cancelar autorizações de funcionamento de corretoras e outras empresas do setor.

O PL ainda define penas mais duras para pirâmides financeiras e outras fraudes cometidas com “ativos virtuais”. O que é curioso porque o Senado acabou de chamar um acusado de pirâmide para discutir a regulamentação de criptomoedas no Brasil.

Cointimes lança plataforma de educação

Quer saber se investidores de Bitcoin devem se preocupar com a crise da Evergrande? ou se no Brasil, a estagflação é iminente? Então você precisa conhecer a plataforma de educação do Cointimes.

Depois de 4 anos oferecendo conteúdo gratuito, o Cointimes agora monta sua própria plataforma para ajudar o mercado a entender de forma simples e aprofundada a investir em Bitcoin e demais criptomoedas.

O material dentro do Cointimes Club será mais denso, prático e direto, além de permitir um contato mais próximo dos assinantes, que terão um suporte eficiente.

Para dar início ao lançamento, o CEO do Cointimes e CoinGoBack, Isac Honorato, está disponibilizando o curso O Investidor 4.0 com bônus de 3 meses de Cointimes Club, os compradores serão os primeiros a ter acesso à plataforma de educação.

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