Com a chegada do coronavírus, inúmeros países se afundaram completamente no desespero econômico. Engatando dívidas, arrecadando novos impostos e até mesmo confiscando contas bancárias, muitos não suportaram a pressão em seus sistemas de saúde e ruíram.

Como alternativa, criptomoedas (como o Bitcoin) são cada vez mais largamente adotadas, não só como método de evitar o contato físico, mas também para facilitar transações online no mundo todo.

Além disso, a fundamentação das criptomoedas era a de “serem moedas incensuráveis e descentralizadas” (em grande parte). Esses são dois dos maiores motivos do porquê pessoas estão adquirindo moedas digitais.

Líbano em Chamas

O Líbano foi um dos países que mais nos chamou atenção. Já em março, o governo estava decidindo se iriam realizar um “Plano Collor Libanês”, confiscando dinheiro da população para pagar suas dívidas equivalentes a 150% do PIB.

O plano, conhecido como “o Bail-In”, foi eventualmente implementado e os bancos realizaram confisco de dinheiro. O resultado? Vários protestos, soldados feridos e bancos em chamas.

Banco queimado no Líbano

Por fim, nesta semana, o governo libanês encontrou outra brilhante solução para lidar com o colapso de suas libras libanesas: banir aplicativos que monitoram a cotação do dólar, claro.

Venezuela e seu PETRO

Também há dois meses, bancos na Venezuela foram fechados por conta da crise. Consequentemente, muitos venezuelanos começaram a investir em Bitcoin.

Essa seria a oportunidade perfeita para exchanges envolvidas, como a CryptoBuyer, que chegou a implementar comércio com criptomoedas em quase 20 mil pontos de venda do país.

Um projeto chamado EatBCH Venezuela foi responsável por arrecadar alimentos aos mais pobres da Venezuela com Bitcoin Cash, se iniciando por uma mera comunidade do Reddit voltada à criptomoeda lastreada em Dólares Estadunidenses.

Isso tudo ainda vem logo após a tentativa do “governo” Maduro de criar sua própria criptomoeda, o PETRO, lastreada aos barris de petróleo produzidos no país.

A moeda, que já praticamente saiu de circulação, foi chamada por comerciantes da região como “golpe”, “fraude”, sendo vista como uma “farsa” para disfarçar a hiperinflação da moeda.

Nicolás Maduro

Por fim, foram distribuídos um total de 1 (um) PETRO para cada médico do país “como forma de agradecimento por lutar pela pátria”. A moeda valia US$ 20 na cotação da época.

A Argentina enfrentou uma situação parecida há 5 meses atrás, onde o volume de negociações de Bitcoin viu um pico histórico após indicação de gabinete do presidente.

Cuba e o desvio de restrições

Outro caso muito interessante foi da exchange QBita, de Cuba. Desenvolvida pelo empreendedor Mario Mazzola, é uma plataforma criada unicamente para o público.

Junto de carteira de criptomoedas, a plataforma circula os bloqueios de exchanges com KYC do exterior, permitindo aos cubanos “presos” ao embargo estadunidense comercializar com o país e com o resto do mundo.

Ademais, este também já foi um plano do governo de Cuba, que pretendia desviar das sanções com criptomoedas.

Egito: “Não não, chega de saques”

Mais uma vítima inoportuna da centralização de dinheiro, o povo do Egito sofreu com restrições de saques pelo Banco Central. O total equivalia a, aproximadamente, R$3 mil reais por dia.

Claro que não é um valor inconvenientemente alto, mas restrições como essa abrem perigosos precedentes.

Mais casos que assolam o primeiro mundo

No Reino Unido, bancos como Tesco, Natwest e Barclays, além de lojas comuns, estão enfrentando restrições de saques e “gastos sem contato físico”. O limite destes gastos subiu para £45 em abril.

Já na Austrália, estão fazendo com que saques sejam limitados a 10 mil AUD (US$6.800).

E como o Brasil se encaixa em tudo isso?

Além do infeliz Plano Collor, icônico dos anos 90 por confiscar poupanças e contas-corrente da época (e não pagar uma boa parcela dessas dívidas posteriormente), sofremos com uma nova possibilidade de confisco de dinheiro.

“Em recente live com a XP Investimentos, Luis Stuhlberger do Fundo Verde afirmou que o Bitcoin será melhor que dinheiro e previu um cenário de endividamento governamental impossível de ser pago.”

Stuhlberger não só explicou como o Brasil poderia ter uma dívida impagável, mas também disse que estaríamos em um “Grande Plano Collor Mundial”.

E então, você também acredita que o Bitcoin poderá nos ser a única escolha no futuro? Comente em nossa página do Facebook, Twitter ou Instagram!